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Seleção iraniana rebate discurso de Trump e diz que "ninguém pode excluí-la" da Copa do Mundo

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A seleção do Irã rebateu os comentários do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que considerou que os jogadores iranianos não estariam "seguros" se desembarcassem no país para a disputa da Copa do Mundo deste ano, que terá como sedes, além da nação norte-americana, o México e o Canadá. Em resposta, o elenco afirmou que "ninguém pode excluí-lo" de jogar o torneio de seleções da Fifa.

Uma publicação na conta oficial da equipe no Instagram, nesta quinta-feira, sugeriu que talvez a seleção americana devesse ser excluída, após o líder político indicar que o país anfitrião não poderia garantir a segurança dos jogadores iranianos.

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Trump escreveu em uma publicação nas redes sociais, na quinta-feira, que a seleção iraniana era bem-vinda à Copa do Mundo, apesar da guerra em curso com o Irã, mas que "realmente não acredito que seja apropriado que eles estejam lá, para a própria vida e segurança deles".

A guerra colocou em dúvida a capacidade do Irã de cumprir sua vaga na Copa do Mundo, e o ministro dos Esportes, Ahmad Donyamali, disse à TV estatal esta semana que as circunstâncias atuais impossibilitavam a participação.

Mas a resposta da seleção iraniana no Instagram confirmou que ainda deseja participar e ressaltou que o torneio é organizado pela Fifa - não por Trump ou pelos EUA.

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"A Copa do Mundo é um evento histórico e internacional, e seu órgão regulador é a Fifa - não qualquer indivíduo ou país", dizia a publicação. "Certamente, ninguém pode excluir a seleção iraniana da Copa do Mundo; o único país que poderia ser excluído é aquele que apenas ostenta o título de 'anfitrião', mas não tem capacidade para garantir a segurança das equipes participantes deste evento global."

O Irã tem jogos marcados em Inglewood, Califórnia, contra a Nova Zelândia em 15 de junho e contra a Bélgica em 21 de junho, antes de encerrar a fase de grupos em Seattle contra o Egito em 26 de junho.

MENSAGENS CONTRADITÓRIAS

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As mensagens contraditórias de Trump sobre o assunto incluem a declaração na semana passada de que "realmente não me importo" se o Irã jogar, seguida da garantia ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, na Casa Branca, na terça-feira, de que a seleção iraniana seria bem-vinda.

O Irã é uma potência no futebol asiático, ocupando a 20ª posição no ranking da da entidade que comanda o futebol mundial e classificado para sua quarta Copa do Mundo consecutiva. A federação iraniana de futebol planejou usar um centro de treinamento para o torneio no Arizona, no Complexo Esportivo Kino, em Tucson.

Antes da Copa do Mundo, dirigentes do futebol iraniano devem participar do congresso anual da FIFA em 30 de abril, em Vancouver. A federação iraniana não pôde comparecer às reuniões em Atlanta na semana passada para auxiliar as seleções na preparação para o torneio com 48 países.

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