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São Paulo sobrevive em campo apesar de caos político, mas deixa Itaquera em 'clima de derrota'

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Empatar por 1 a 1 com o Corinthians na Neo Química Arena, dois dias depois de ter o presidente Julio Casares afastado após aprovação de impeachment, não agradou o São Paulo, mesmo frente ao histórico de apenas uma vitória em 22 jogos em Itaquera. Os jogadores seguiram o pensamento do treinador Hernán Crespo, que disse ter saído com raiva do campo.

"O clima no vestiário foi clima de derrota, porque a gente estava controlando o jogo. É fora de casa, mas clássico a gente vai sempre para ganhar", afirmou Luciano, em entrevista após a partida, na qual se recusou a comentar qualquer aspecto da política são-paulino. "Não comento essa parte, só comento a respeito do jogo. Não participo de política."

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O meia-atacante Lucas, liderança do elenco ao lado de Luciano, também preferiu não se aprofundar quando questionado sobre o momento vivido nos bastidores do MorumBis. Ele se limitou a pregar união entre o elenco e relembrou o quanto as coisas não saíram conforme o esperado ao longo de 2025.

"A gente tem que ficar sempre unido, independentemente do momento político do clube. Principalmente pela maneira que a temporada passada terminou. Começamos mal contra o Mirassol, então temos que nos unir cada vez mais. Temos um elenco qualificado", comentou.

A insatisfação tricolor é acompanhado pela preocupação de ter uma campanha indigna da grandeza do clube durante o Paulistão, que está mais curto, com apenas oito rodadas na primeira fase. Passadas três rodadas, o clube do Morumbi está fora da zona de classificação para as quartas de final.

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Júlio Casares foi afastado da presidência do São Paulo ao ter o impeachment aprovado no Conselho Deliberativo por 188 votos, na sexta-feira. Contrários, foram 45, e dois votaram em branco. Participaram 235 conselheiros, sendo 180 presencialmente e 55 online.

Agora, em até 30 dias a partir da data da aprovação, uma assembleia de sócios será convocada para efetivar ou não o afastamento. Por enquanto, o comando da gestão são-paulino está nas mãos do vice Harry Massis Júnior, que teve uma conversa com o elenco antes do clássico deste domingo.

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