Quatro seleções brigam por duas vagas para voltar à Copa do Mundo pela 2ª vez
Cada seleção tem apenas uma participação em Mundiais
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Quatro sonhos entram em campo entre esta terça-feira e a madrugada de quarta. República Democrática do Congo e Jamaica de um lado e Iraque e Bolívia do outro brigam por duas vagas na Copa do Mundo de 2026. Cada um tem apenas uma participação em Mundiais.
O primeiro duelo será entre democráticos-congoleses e jamaicanos, às 18h (de Brasília), no Estádio Akron, em Guadalajara, no México. Os africanos jogam a primeira partida na repescagem intercontinental, por terem melhor posição no ranking da Fifa. Já o time da América Central precisou passar pela Nova Caledônia, por 1 a 0, em uma semifinal.
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A participação da República Democrática do Congo em Copas foi em 1974, ainda com o nome de Zaire. Foram duas derrotas (uma delas para o Brasil) e um empate na eliminação na primeira fase. Naquele ano, veio o último dos dois títulos que o time tem na Copa Africana de Nações.
O país enfrenta diferentes crises há pelo menos 30 anos e carrega conflitos com a vizinha Ruanda, intensificados desde 2023. Um acordo de paz foi selado em 2025. Entretanto, apenas em março deste ano, os dois governos aceitaram tomar "medidas concretas" para respeitá-lo.
Em campo, a equipe conta com destaques de ligas europeias. Da Inglaterra, há o lateral-direito Aaron Wan-Bissaka (West Ham) e o atacante Yone Wissa (Brentford). Outra referência é o zagueiro Chancel Mbemba, do Lille, da França.
O jejum da Jamaica fora da Copa é menor que o da RD Congo, mas os Reggae Boyz também têm apenas uma participação. Foi em 1998, sob comando do brasileiro René Simões. O time foi eliminado na fase de grupos com duas derrotas e uma vitória sobre o Japão.
Uma fórmula aplicada por Simões e replicada no time atual é a busca por jogadores nascidos na Inglaterra, mas de origem jamaicana. Na convocação para a repescagem, são 13 atletas nascidos no Reino Unido (metade da nominata).
A expectativa era pela classificação direta da Jamaica, mas a equipe foi superada por um ponto por Curaçao, que vai estrear em Mundiais. Também era esperada uma goleada sobre a Nova Caledônia, o que não se confirmou.
Leon Bailey, do Aston Villa, é a principal estrela do time e iniciou no banco na semifinal. Outros destaques também jogam na Inglaterra, como Tyreece Campbell (Charlton), Ethan Pinnock (Brentford) e Bailey Cadamarteri (Wrexham).
Quem vencer o jogo entra no Grupo K da Copa do Mundo. Os integrantes da chave são Portugal, Colômbia e Uzbequistão.
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A outra decisão tem como protagonistas Bolívia e Iraque, à meia-noite de quarta-feira, no Gigante de Acero, em Monterrey. O vencedor entra no Grupo I, de França, Senegal e Noruega.
As duas seleções tiveram ciclos de oscilações e trocas de técnicos. Na Bolívia, uma sede por renovação, aliada à altitude, foi combustível para o sonho da vaga se manter vivo.
Quando o técnico Óscar Villegas chegou à seleção em julho de 2024, a proposta era já pensar no ciclo de 2030. O treinador despachou Marcelo Moreno e buscou garotos para o time.
O atacante até abandonou a aposentadoria, visando jogar a repescagem, mas continuou preterido. "É impossível que alguém, depois de ter deixado o futebol, esteja pronto, com duas ou três semanas de trabalho, para jogar uma repescagem", argumentou Villegas.
Para a repescagem, o técnico chamou nove jogadores que sequer disputaram as Eliminatórias. Deu certo na semifinal, com vitória de virada por 2 a 1 sobre o Suriname.
A grande esperança dos bolivianos ganhou espaço graças a Villegas. Miguelito, do Santos, virou referência no time da Bolívia. Ele foi vice-artilheiro das Eliminatórias, com sete gols, um a menos que Messi.
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O Iraque se estabilizou com a chegada do técnico australiano Graham Arnold, em maio de 2025. Ele não conseguiu a classificação direta, mas fez o suficiente para bater os Emirados Árabes Unidos e garantir a vaga na repescagem.
Nascido na Suécia, o meia Amir Al-Ammari é um dos destaques do time. Foi ele quem fez o gol da vitória na repescagem asiática. A responsabilidade veio em um pênalti no último lance da partida.
O desafio posterior foi chegar ao México. Por causa dos conflitos no Oriente Médio, a delegação iraquiana chegou a pedir o adiamento dos jogos, o que não foi possível. Foram 25 horas de viagem, sendo 16 de avião, até chegar à América do Norte.