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Política do São Paulo já está em 2026 enquanto finanças apertam e time vive má fase em campo

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Ainda falta tempo para a eleição presidencial do São Paulo, que ocorre apenas em meados de 2026. Os movimentos nos bastidores, contudo, têm sido tão protagonistas quanto o futebol no MorumBis.

Em meio à derrota são-paulina para o Ceará, na segunda-feira, o assunto que mais se discutia era, na verdade, a possível saída de Carlos Belmonte da diretoria.

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O diretor de futebol já se afastava do presidente Júlio Casares, tendo em vista os alinhamentos pré-eleitorais. Agora, a divergência ficou mais concreta, com a discordância sobre o fundo de investimento de Cotia, que prevê a separação da base do São Paulo do restante do clube.

A divergência não é individual, mas de grupos políticos são-paulinos que formam uma coalizão de situação. Casares é do Participação, que tem 20% de integrantes do Conselho Deliberativo. Belmonte, do Legião. Este, junto do Movimento São Paulo, do qual um dos líderes é o diretor-geral do clube social Antônio Donizete, o Dedé, soma 15%.

Há outras forças, como o Força São Paulo, representado pelo presidente do Conselho, Olten Ayres de Abreu; o Vanguarda, do vice-presidente Harry Massis e de Marcelo Pupo; e o Sempre Tricolor, de Fernando Bracalle, diretor-adjunto conhecido por "Chapecó".

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Mesmo com as divisões, Casares nunca deixou de ter maioria no Conselho Deliberativo. Assim aprovou diferentes propostas em seus mandatos, como a própria possibilidade de ser reeleito e, mais recentemente, a implementação do Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios (FIDC) para amortizar a dívida financeira.

Entretanto, a questão de Cotia tem sido pedra no sapato. A gestão tem feito um 'roadshow' para apresentar o projeto a conselheiros, colhendo opiniões e tentando formatar a proposta de modo que chegue ao Conselho Deliberativo com uma 'aprovação prévia'.

Passada a partida do São Paulo contra o Ceará, rumores que indicavam a saída de Belmonte não se confirmaram. Pelo contrário, o diretor disse a jornalistas que permaneceria no cargo e só o deixaria por decisão do próprio Casares.

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Ainda assim, outra movimentação chamou atenção. O conselheiro Daurio Speranzini foi removido do Comitê de Governança do Conselho Deliberativo, por determinação do presidente Olten.

Daurio é um nome do mercado financeiro e trabalhou como executivo por 35 anos. A atuação dele no Comitê era em conjunto a outros pares e alertava para a situação financeira do São Paulo, com dívida próxima de R$ 1 bilhão e gastos maiores do que planejados neste ano.

O conselheiro, que integra o grupo Participação (de Casares), não quis se pronunciar sobre o caso. Há quem veja como retaliação do ambiente político pelas críticas.

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Para o lugar de Daurio no Comitê, foi nomeado do conselheiro Flavio Marques. Ele é opositor de Casares e da coalização que compõe sua gestão.

Engenheiro por formação e com carreira como executivo em empresas multinacionais do setor industrial, Marques é tido com um dos nomes mais bem preparados quando o assunto é o orçamento do São Paulo.

O movimento de Olten, ao nomear Marques, aproxima um nome da oposição. O próprio Olten pode despontar como candidato à presidência em 2026. Aí está outra divergência da situação. Casares tem predileção pelo atual CEO do São Paulo, Marcio Carlomagno.

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Há possibilidades tidas como mais experientes que Carlomagno. São eles: Adilson Alves Martins, Vinicius Pinotti e Marcelo Pupo - além de Olten.

A definição só ocorrerá a partir de março, quando a coalizão voltará a debater o sucessor do atual presidente. Se Belmonte for candidato, não deve ser a partir daí.

Mesmo que a definição da coalização seja só daqui a cinco meses, os movimentos não cessam. Quem for eleito ano que vem pode ser o presidente do centenário, em 2030. Uma cobrança da torcida é por voto direto. Hoje, o mandatário é escolhido por meio dos conselheiros.

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