Leia a última edição
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Esportes

publicidade
ESPORTES

MP pede que PF investigue contratação de gestora que administra estádio do Corinthians

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) solicitou nesta terça-feira, 6, que a Polícia Federal (PF) instaure um inquérito para investigar a contratação da Reag (atualmente denominada Arandu Investimentos) para a gestão do Fundo da Arena Itaquera, responsável pela administração contábil do estádio do Corinthians.

O pedido foi realizado pelo promotor Cássio Roberto Conserino, responsável também pela investigação do caso relacionado ao uso indevido de cartões corporativos por ex-dirigentes do Corinthians.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

O acordo entre Corinthians e a Caixa Econômica Federal, firmado em 2022, na gestão do ex-presidente Duílio Monteiro Alves, definiu a entrada da Reag na estrutura do Fundo Arena. A gestora financeira tem por responsabilidade garantir o fluxo de repasse dos valores arrecadados pelo clube para o banco estatal. A dívida pela construção do estádio em Itaquera é de aproximadamente R$ 655 milhões.

A Reag entrou na mira da PF durante a Operação Carbono Oculto, do Ministério Público Federal. A gestora financeira é apontada como suspeita de criar fundos de investimento e comprar empresas com o objetivo de blindar o patrimônio do Primeiro Comando da Capital (PCC), o que a empresa nega.

Recentemente, a Reag também teve o nome envolvido em fraudes do Banco Master. Após os casos virem à tona, o Corinthians deu início a tratativas para trocar a responsável pela administração da Arena.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo o ofício enviado à Superintendência da PF, Conserino argumenta que a Reag assumiu a administração de fluxos financeiros de alto valor e baixa rastreabilidade ao ser inserida na gestão do estádio. Assim, o promotor pede que polícia apure as circunstâncias e a regularidade da inserção da empresa no acordo, bem como sua atuação após a renegociação contrato junto à Caixa.

"A concentração de vultosos fluxos financeiros em fundo gerido por empresa sob investigação criminal configura elemento indiciário suficiente e justa causa para investigação formal, com o objetivo de verificar eventual utilização da estrutura financeira como instrumento de ocultação, dissimulação de origem ou integração de valores ilícitos ao sistema econômico formal", diz trecho do ofício.

O promotor vê ainda a possibilidade dos crimes de lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra o sistema financeiro nacional. "Os fatos narrados são, em tese, graves e demonstram possível risco sistêmico financeiro. A investigação não se confunde com gestão esportiva ou administrativa do clube, mas incide sobre fluxos financeiros, governança de fundo e eventual infiltração criminosa nesse cenário."

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Esportes

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline