Itália encara repescagem para evitar ausência de 3ª Copa do Mundo seguida
Tetracampeã mundial enfrenta a Irlanda do Norte nesta quinta-feira em meio a ambiente de incertezas e memórias de eliminações recentes
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A seleção da Itália entra em campo nesta quinta-feira, às 16h45 (de Brasília), contra a Irlanda do Norte, em Bérgamo, para tentar afastar o pesadelo de ficar fora de uma Copa do Mundo pela terceira vez consecutiva. Após as ausências traumáticas em 2018 e 2022, a tetracampeã mundial vive um ambiente de extrema pressão e desconfiança. O duelo é o primeiro passo da repescagem europeia; caso avance, a equipe comandada por Gennaro Gattuso decidirá a vaga contra o vencedor de País de Gales e Bósnia.
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O atual cenário reflete uma crise estrutural que atinge tanto a seleção quanto os clubes do país. Em entrevista ao ge, o jornalista Massimo Franchi, do jornal Tuttosport, destacou que o sentimento na Itália é de pessimismo, lembrando que a última participação da Azzurra em um Mundial foi em 2014. Segundo ele, o declínio financeiro das equipes italianas no cenário europeu, evidenciado pela eliminação precoce e contundente da Atalanta na atual Champions League, ajuda a explicar o momento de fragilidade técnica da seleção nacional.
Sob o comando de Gattuso desde setembro do ano passado, a Itália ostenta cinco vitórias em seis jogos, mas a recente derrota por 4 a 1 para a Noruega reacendeu o sinal de alerta. Para o ex-jogador ítalo-brasileiro Éder Citadin, que defendeu a seleção entre 2015 e 2017 e hoje é diretor de futebol do Criciúma, o principal desafio atual é psicológico. Éder ressalta que a instabilidade no comando técnico nos últimos anos — com trocas entre Antonio Conte, Giampiero Ventura e Roberto Mancini — prejudicou a continuidade do trabalho, gerando resultados contraditórios como o título da Eurocopa seguido de uma não classificação para a Copa.
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Na tentativa de blindar o elenco, Gattuso tem buscado retirar o peso das costas dos atletas em suas entrevistas coletivas. A estratégia é corroborada por informações de bastidores compartilhadas pelo ex-zagueiro Leonardo Bonucci, atual auxiliar técnico da seleção. Apesar do esforço em transmitir tranquilidade, o clima na véspera do confronto em Bérgamo é de nervosismo, já que uma nova derrota consolidaria o maior jejum da história do futebol italiano no cenário mundial.