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Infantino defende expulsão de jogadores que taparem a boca durante discussões em campo

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O presidente da Fifa, Gianni Infantino, afirmou que jogadores que cobrem a boca em discussões com rivais devem ser expulsos. A declaração ocorreu em meio a episódios recentes envolvendo denúncias de racismo no futebol. O dirigente presume que o gesto indica tentativa de esconder falas inadequadas e precisa ser tratado com maior rigor.

"Se um jogador tapa a boca e diz algo racista, ele tem que ser expulso, obviamente", afirmou Infantino em entrevista ao canal britânico Sky News. Ele mencionou o episódio envolvendo Vini Jr. em jogo do Real Madrid contra o Benfica pela Champions League no dia 17 de fevereiro.

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Gianluca Prestianni, do time português, cobriu a boca com a camisa enquanto supostamente insultava o brasileiro, que é um dos maiores alvos de racismo no futebol. "Deve haver uma presunção de que ele disse algo que não deveria, caso contrário não teria coberto a boca."

Inicialmente, o Benfica reclamou de uma campanha de "difamação", mas depois o técnico do time, José Mourinho, afirmou que não trabalharia mais com Prestianni caso ele seja considerado culpado de racismo. A Uefa suspendeu Prestianni para o jogo de volta contra o Real Madrid.

"Temos que acabar com o racismo", afirmou o presidente da Fifa. "Não podemos nos contentar em dizer que é um problema na sociedade e, portanto, não podemos fazer nada a respeito."

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O dirigente defende que a proposta de punições para atletas que cubram a boca durante confrontos verbais seja analisada até abril para que já estejam em vigor na Copa do Mundo deste ano. "Se você não tem nada a esconder, não precisa tapar a boca para falar. É simples."

Infantino também sugeriu que o sistema disciplinar combine punição com educação e conscientização. Para o dirigente, atletas que reconheçam erros e apresentem pedidos públicos de desculpa poderiam receber penas diferentes, como parte de uma mudança cultural. Ele destacou que momentos de tensão em campo podem resultar em atitudes impulsivas, mas reforçou que isso não elimina a necessidade de responsabilização. "Talvez devêssemos não apenas punir, mas permitir uma mudança de cultura. Pessoas podem agir de forma errada em momentos de raiva e depois reconhecer o erro."

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