Gattuso fará 'jogo mais importante da carreira' com a Itália: 'Carrego o país nas costas'
Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline
Gennaro Gattuso foi titular da Itália na última conquista mundial, em 2006, diante da forte França de Zidane, nos pênaltis (5 a 3 após 1 a 1 no tempo normal e na prorrogação). Apesar da tensão daquele dia, o treinador define o duelo desta quinta-feira, diante da Irlanda do Norte, pela repescagem para a Copa do Mundo de 2026, como o mais importante de sua carreira.
Ausente nas Copas de 2018 e 2022, sempre caindo na repescagem, a tetracampeã Itália tenta evitar o terceiro vexame seguido em duas partidas eliminatórias. Além de encarara a Irlanda do Norte com obrigação de vitória em Bérgamo, ainda faria uma "decisão" diante do vencedor de País de Gales e Bósnia & Herzegovina.
"Este é o jogo mais importante da minha carreira. Não participar de duas Copas do Mundo foi um choque, e por isso precisamos ter paciência, mas sinto que carrego o país nas costas", admitiu Gattuso. "Há sete meses, as pessoas me dizem: 'leve-nos à Copa do Mundo'. A pressão é enorme, mas estou acostumado."
A Itália fracassou na busca por vaga direta nas Eliminatórias Europeias ao ficar seis pontos atrás da Noruega - levou 4 a 1 no último jogo, em casa, dos noruegueses. Agora, não pode mais vacilar, mas a onda no país é de apoio a Gattuso.
"Você merece ser reconhecido pela sua paixão. Você tem uma equipe fantástica e fará de tudo para não perder esta oportunidade. Estamos todos torcendo por você, vamos para a Copa do Mundo", declarou Marcelo Lippi, comandante da conquista de 2006, dizendo que vê muito de seu trabalho em Gattuso.
"Li as palavras de apoio de Lippi e não vou negar que me emocionaram. Falo com ele sempre e sei o que compartilhamos, e agradeço a ele. Cabe a nós entrarmos em campo e darmos a impressão de que estamos no controle da situação, de que não temos medo de dominar o campo", declarou Gattuso, sobre como quer a Itália em campo.
"Não podemos pedir nada a ninguém, somos os arquitetos do nosso próprio destino. Me preparei e não quero pensar em como as coisas podem dar errado", destacou. "Estaremos no jogo. A experiência é útil, mas precisamos saber lidar com a pressão e prestar atenção ao que eles fazem bem, principalmente nos duelos e nas segundas bolas", seguiu. "Mas os jogadores de hoje são tão avançados que conhecem bem seus adversários. É preciso pressentir o perigo e estar preparado. Eles acreditam nisso a cada lance, e nós precisamos estar preparados. É justo dizer que estamos em crise, mas acreditamos na classificação."