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Flamengo bate o Palmeiras e conquista o tetra da Libertadores

O gol do título foi marcado no segundo tempo pelo zagueiro Danilo

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Flamengo bate o Palmeiras e conquista o tetra da Libertadores
Autor Jogadores do Flamengo comemoram gol do título - Foto: Adriano Fontes/Flamengo

O Flamengo é o primeiro clube brasileiro a levantar quatro taças da Libertadores. Em uma final que provocou muita expectativa nos torcedores, mas foi de baixo nível técnico no Monumental de Lima, o time carioca derrotou o Palmeiras por 1 a 0 neste sábado (29), se vingou da derrota na decisão de 2021, em Montevidéu, e conquistou o tetra continental na capital do Peru.

-LEIA MAIS: Libertadores: campeão fatura premiação histórica; saiba quanto

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O zagueiro Danilo fez de cabeça o gol que levou o time rubro-negro à Glória Eterna, reforçando que tem estrela. Em 2011, quando era um jovem lateral do Santos, ele também foi à rede na decisão contra o Peñarol, vencida por 2 a 0.

O quatro troféu nas mãos do Flamengo representa o sétimo título de Libertadores seguido para o futebol brasileiro. O Brasil, assim, igualou a Argentina no total de conquistas continentais.

Agora, são 25 títulos para cada país. Depois de anos de sucesso dos times argentinos, o futebol sul-americano vive um momento de domínio de brasileiros. A última vez que um time estrangeiro venceu a Libertadores foi em 2018, quando o River Plate se sagrou campeão em cima do rival Boca Juniors.

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Desde 2019, quando a equipe carioca conquistou a América pela segunda vez, ao menos um time brasileiro participa da decisão continental. Nos últimos seis anos, esta foi a quinta vez com uma final 100% brasileira.

A conquista garante ao Flamengo vaga no Intercontinental, com jogos já em dezembro, e no Mundial de 2029. Com a criação do novo Mundial de Clubes, disputado a cada quatro anos, foi mantido o torneio anual da Fifa disputado todo final de ano, mas agora sob o nome Intercontinental. Também enche os cofres do clube, que ganhou US$ 24 milhões (R$ 128 milhões), valor da premiação paga pela Conmebol.

O ano de 2025 será um dos melhores da história do Flamengo, que deve repetir 2019 com as conquistas da Libertadores e do Brasileirão, que lidera com folga. Restam poucos pontos para o time de Filipe Luís confirmar também o título nacional.

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Para o Palmeiras, 2025 terminará da forma mais melancólica possível. Disputou os principais torneios até o fim e perdeu todos. Junta os cacos e vai encerrar uma temporada sem títulos pela primeira vez desde que é comandado por Abel Ferreira, o mais longevo treinador do futebol brasileiro.

O português dissera que poderia deixar o clube caso isso ocorresse. “Já disse que no ano em que o Palmeiras não ganhasse um título, não preciso continuar aqui”, falou no ano passado e neste ano.

Pouco futebol, muita falta

Foi mais estudado do que bem jogado o primeiro tempo no Monumental. Muitos amarelos, faltas e pouca bola. O Flamengo achou brechas pelos lados, sobretudo o esquerdo, e foi dominante nos primeiros 20 minutos.

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Os cariocas ganharam a maioria os duelos pelo meio e também foram mais combativos no setor por méritos e por inoperância do time paulista, cujo meio de campo não funcionou. Raphael Veiga não produziu ofensivamente nem ajudou como deveria na marcação.

Arrascaeta, Bruno Henrique e Samuel Lino levaram perigo no início. O Palmeiras encontrou bastante dificuldade para marcar e sair da pressão do Flamengo, que usou o lateral Varela solto na direita.

Depois que subiu a marcação, a equipe alviverde melhorou, embora tenha encaixado poucas tramas no ataque. Vitor Roque, de cabeça, assustou. Sozinho muitas vezes, o talentoso e forte atacante brigou, driblou e roubou bolas. Causou algum problema e cavou faltas. O Flamengo foi ao intervalo com todos seus meias amarelados - Pulgar, Jorginho e Arrascaeta.

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Pulgar poderia ter sido expulso quando acertou as travas da chuteira na canela de Bruno Fuchs. O árbitro argentino Darío Herrera entendeu que cabia apenas o amarelo.

Não mudou o cenário no segundo tempo até os 20 minutos. Jogo faltoso, brigado. A bola pouco corria e os atletas mais reclamavam que jogavam. Em nível técnico, a final decepcionou. Porém, teve emoção e teve gol.

Se faltava criatividade nas tramas, o caminho para a Glória Eterna foi pelo alto. Quatorze anos depois de marcar na final da Libertadores de 2011, quando era então um jovem lateral-direito do Santos, Danilo, hoje um zagueiro experiente, definiu o título rubro-negro.

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Foi de cabeça o gol do defensor de 34 anos que fez explodir a massa rubro-negra no Peru e no Brasil. Subiu sozinho após cobrança de Arrascaeta e direcionou a bola com força no canto direito de Carlos Miguel.

O gol, aos 21 minutos, obrigou o Palmeiras a atacar, o que foi um problema para um time que vive uma crise técnica no momento mais importante do ano. Abel Ferreira encheu o time de atacantes. Nada mudou. Sem criatividade e alguém para por a bola no chão, o time paulista se limitou a esticões, lançamentos e cruzamentos para a área.

Essa estratégia improdutiva para uma equipe que gastou mais de R$ 700 milhões em reforços na temporada, até incomodou o Flamengo no fim, mas foi insuficiente para arrancar o empate. O rubro-negro carioca ergueu sua quarta taça da Libertadores. Ninguém, entre os brasileiros, ganhou mais na América. O Palmeiras terminou o jogo se queixando da arbitragem. Não perde por isso. Perdeu porque tem jogado um futebol pobre.

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FICHA TÉCNICA

PALMEIRAS 0 x 1 FLAMENGO

Gol: Danilo (21'/2°T)

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Cartões amarelos: Raphael Veiga, Murilo, Mauricio (PAL), Jorginho, Pulgar, Arrascaeta (FLA)

Palmeiras: Carlos Miguel; Khellven (Giay), Gustavo Gómez, Murilo (Sosa) e Piquerez; Bruno Fuchs, Andreas Pereira, Raphael Veiga (Felipe Anderson, depois Maurício) e Allan (Facundo Torres); Flaco López e Vitor Roque. Técnico: Abel Ferreira

Flamengo: Rossi; Varela, Danilo, Léo Pereira e Alex Sandro; Pulgar, Jorginho e Arrascaeta (Luiz Araújo); Carrascal, Samuel Lino (Everton Cebolinha) e Bruno Henrique (Juninho). Técnico: Filipe Luís

Do Estadão

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