Coritiba vende 90% da SAF para grupo Treecorp por R$ 1,1 bilhão
Juíza responsável pela Recuperação Judicial do clube aprova negócio após aval do Ministério Público
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Mais um clube brasileiro atolado em dívidas se rende ao formato da Sociedade Anônima do Futebol (SAF). Trata-se do Coritiba, que fechou acordo nesta quinta-feira para a venda de 90% da SAF para o grupo Treecorp Investimentos, pelo valor de R$ 1,1 bilhão.
O negócio foi chancelado pela justiça que acompanha a 'recuperação judicial' do clube e que homologou o negócio, que teve ainda a aprovação do Ministério Público. O Coritiba, desde já, passa a ser administrado pelo 'novo dono', com supervisão de uma comissão formada por dirigentes.
A recuperação judicial tinha sido aprovada em março, com uma dívida em torno de R$ 114 milhões. Mas no balanço do clube, a dívida real é de R$ 268 milhões. Este valor vai ser quitado em 12 anos, conforme acordo feito dentro do processo judicial. A transformação da SAF teve, inicialmente, a aprovação do Conselho Deliberativo, depois da Assembleia de Sócios, com maioria de 90%, e agora com a homologação da Justiça.
Nos últimos meses o Coritiba já vinha sendo administrado por profissionais indicados pela empresa. Tanto o CEO Carlos Amodeo, como o executivo de futebol, Artur Moraes. Um grupo de dirigentes, chamado de G-5, vai acompanhar todo o processo, tendo o poder de veto sobre os quesitos denominados de 'tradição', como a manutenção das cores verde e branco.
A empresa investidora, criada em 2010, administra uma holding com 11 empresas e tem um capital de R$ 2 bilhões. A Treecorp pertence a três sócios e, um deles, é o conhecido empresário e publicitário paulistano, Roberto Justus.
RESPONSABILIDADES
Com a SAF, a Treecorp assumiu a dívida e também compromissos como os contratos de jogadores, e os contratos de patrocínios e direitos de transmissão de televisão. Por outro lado, o Coritiba fica com uma fatia pequena das receitas, em torno de 10%, que corresponde à sua parte no acordo.
Os números de investimentos por parte da Treecorp parecem elevados, mas são normais dentro da realidade do futebol brasileiro. A empresa tem que investir no futebol, no mínimo, R$ 120 milhões por ano, ou então, 50% de sua receita.
Além disso, caso o time seja rebaixado para a Série B do Brasileirão, a quantia de investimento vai ser reduzida. Mas seu montante não foi revelado. O Coritiba é o lanterna do Brasileirão.
Em termos patrimoniais, o clube continua dono do estádio Couto Pereira, porém, vai fazer uma cessão de uso ao grupo investidor por 50 anos. O Centro de Treinamento de Campina Grande do Sul agora pertence à SAF, mas a empresa fica responsável pela construção de um novo CT, com detalhes específicos de suas acomodações, tamanho e local ainda desconhecidos.
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