Com Porsche penhorado e suspeita de dívida com agiotas, Arboleda foge para o Equador e recebe ultimato do SPFC
Zagueiro não responde à diretoria desde sábado e foi flagrado em seu país natal na segunda-feira (6)
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A ausência do zagueiro Robert Arboleda nos últimos treinos do São Paulo e no duelo contra o Cruzeiro transformou-se em uma crise nos bastidores do clube após o jogador ser flagrado no Equador, seu país natal, nesta segunda-feira (6). Sem responder às mensagens da diretoria tricolor desde o último sábado, o atleta recebeu uma notificação oficial com prazo de 24 horas para se reapresentar ou apresentar uma justificativa formal para o sumiço. A viagem repentina, no entanto, expõe um cenário de grave descontrole financeiro que envolve o bloqueio de bens na Justiça e suspeitas de dívidas com credores perigosos.
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Os dias que antecederam o desaparecimento do defensor foram marcados por decisões judiciais severas relacionadas ao seu patrimônio. A Justiça determinou a penhora do carro do jogador, um luxuoso Porsche 911 Carrera S, além do bloqueio de suas contas bancárias para garantir o pagamento de débitos. Uma das cobranças envolve uma dívida de aproximadamente R$ 795 mil com a advogada Karoline Brandão, referente a honorários de processos anteriores. Na véspera de viajar ao Equador, Arboleda tentou uma manobra jurídica informando à Justiça que o São Paulo assumiria o valor e parcelaria o débito em dez vezes, solicitando assim o desbloqueio de seus bens sob um acordo mantido em sigilo.
Apesar de receber um dos maiores salários do elenco, estimado em R$ 800 mil mensais, e de ser considerado uma figura carismática e querida pelos funcionários do centro de treinamento, o equatoriano coleciona problemas com a gestão de sua fortuna. Durante a última renovação contratual, a diretoria são-paulina já havia assumido dívidas do atleta no mercado para conseguir mantê-lo na equipe. Agora, informações de bastidores indicam que a situação tomou proporções mais graves, com fortes rumores de que o zagueiro teria contraído dívidas milionárias com agiotas e membros de organizações criminosas ligadas ao tráfico de drogas.
Embora não seja a primeira vez que o atleta desaparece temporariamente sem dar satisfações ao clube, o tom do atual episódio gera alerta máximo no Morumbi. A fuga para o Equador é interpretada internamente como uma tentativa desesperada do jogador de resolver pendências que saíram do controle das vias legais brasileiras. O São Paulo aguarda o fim do prazo da notificação para definir quais medidas disciplinares e contratuais serão tomadas, enquanto o futuro do zagueiro na equipe permanece incerto.
Com informações Metrópoles.