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Auditoria de contratos e pacificação: o que Harry Massis quer para sua gestão no São Paulo

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A gestão de Harry Massis Júnior no São Paulo tem menos de uma semana, após o afastamento seguido pela renúncia de Julio Casares. Como quem quer mostrar trabalho, Massis promoveu mudanças em cargos importantes, disse que vai colaborar com as investigações policiais que envolvem o clube e pretende até mesmo auditar contratos firmados pelo antecessor.

Enquanto Casares enfrentava o processo de afastamento, a Polícia Civil e o Ministério Público (MP-SP) avançavam em inquéritos sobre desvios no clube e uso irregular de camarotes no MorumBis. O novo presidente foi crítico sobre a postura do clube, que não se aprofundou no tema publicamente.

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Com Massis, o São Paulo se posicionou como vítima nas situações. O dirigente quer o clube aberto às investigações e que haja colaboração para apuração dos fatos.

Internamente, ele pretende auditar contratos firmados na gestão de Casares. Em parte, isso é uma sugestão da sindicância externa que apurou o caso do camarote 3A e indicou revisão em acordos envolvendo Mara Casares e Douglas Schwartzmann, flagrados em conversa sobre o esquema. Massis quer expandir a análise para outros negócios dos mandatos de seu antecessor.

MAIS TRANSPARÊNCIA E AFASTAMENTO DE BRIGAS POLÍTICAS SÃO OBJETIVOS

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O presidente reconhece, assim como foi feito na sua fala após a confirmação do afastamento de Casares, que estava distante do clube. Isso é atribuído também a certa centralização do ex-mandatário.

A gestão anterior encarava críticas sobre falta de transparência. Apenas os méritos eram divulgados, creditados à figura de Casares. Esse foi um dos ingredientes do seu impeachment, junto dos escândalos.

Na tentativa de mudar isso, Massis recebeu a imprensa no CT da Barra Funda nesta sexta-feira. Ele disse ser tímido e não estar acostumado com os jornalistas e câmeras.

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Antes de se sentar para a conversa, ouviu o nome de cada um presente na sala, como em um primeiro dia de aula. Brincou sobre a pronúncia de seu nome, dizendo ser igual ao personagem "Harry Potter" e enfatizou que, na sua história no São Paulo, foi mais torcedor do que dirigente.

A rotina corrida tem sido novidade. Com mandato até o fim do ano, completando o que restava para Casares, Massis teve de cancelar uma viagem a lazer que seria feita em março, já prevendo compromissos com o São Paulo.

O trabalho terá foco em governança e não em articulação política. Massis garante que não será candidato na eleição são-paulina, tampouco apoiar algum nome. Sua intenção é unificar os grupos que formaram a coalizão de Casares (e deixaram de apoiá-lo) e a oposição.

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Para isso, elegeu Marcelo Pupo, ex-presidente do Conselho Deliberativo. Ele irá se reunir e debater com conselheiros e levará o que for consenso a Massis. Foi assim na saída de Márcio Carlomagno do cargo de superintendente-geral. Ele era braço direito de Casares.

Outro nome que Massis riscou foi o de Antônio Donizete, o Dedé, que era diretor-geral do clube social. Dedé apresentou sua versão dizendo que pediu para deixar o cargo. A pressão para a saída, porém, já vinha de antes.

GESTÃO PROMETE OUVIR JOGADORES E COMISSÃO TÉCNICA E MANTER BOAS RELAÇÕES COM RIVAIS

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O primeiro ato de Massis na presidência, ainda interina, foi uma reunião com o elenco do São Paulo e a comissão técnica. Ele relatou ter ouvido, em separado, os capitães Calleri e Rafael. Na quinta-feira, durante a semifinal da Copinha, vencida pelo Sub-20 tricolor, o presidente conversou com Hernán Crespo.

A intenção é atender o que for pedido pelo time. Um ponto será renegociar as dívidas de direitos de imagens em parcelas e manter o pagamento em dia a partir de agora.

Os próximos passos também envolvem a contratação de um nome para a função de coordenador, até então ocupada por Muricy Ramalho. O ex-lateral Rafinha é o mais cotado e agrada à gestão. O executivo Rui Costa, alvo de alguns opositores, deve ser bancado.

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Massis crê na blindagem do time em relação ao período conturbado que o São Paulo encara. O presidente é otimista sobre uma virada de chave no Paulistão (o time está mais próximo da zona de rebaixamento do que de se classificar à próxima fase).

Institucionalmente, Massis não deve ter o mesmo papel que Casares tinha em discussões dos clubes, como na Libra. O ex-presidente costumava figurar em fotos e encontros do bloco.

Massis assume um perfil diferente, mas quer fazer uma política de boa vizinhança. Ele elogiou Osmar Stábile, presidente do Corinthians, que o recebeu no clássico do último fim de semana, na Neo Química Arena.

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Leila Pereira, do Palmeiras, também foi elogiada e deve ter o apoio do são-paulino em discussões que envolvem os interesses dos clubes. A ideia é "pacificar" também a relação de São Paulo com os palmeirenses, conturbada por polêmicas de arbitragem desde o ano passado.

Um encontro entre os dois já vai ocorrer neste sábado, na Arena Barueri. O Palmeiras recebe o São Paulo, pela quinta rodada do Paulistão. A partida será às 18h30.

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