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Abel assume 'exibição ruim', cobra reposições e defende rodagem após derrota do Palmeiras

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Abel Ferreira fez um diagnóstico direto após a derrota do Palmeiras para o Botafogo por 1 a 0 e tratou o resultado como parte de um processo que, segundo ele, passa por dar minutos aos jogadores menos utilizados. O treinador justificou o time alternativo e afirmou que a partida serviu para avaliação interna do elenco.

"Passa, acima de tudo, em dar oportunidade para eles jogarem… e nós observarmos e percebemos os jogadores que temos… Se eu não fizer isso agora, vou fazer quando?", disse.

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Mesmo sem buscar desculpas, Abel citou o contexto do jogo para explicar o desempenho abaixo do esperado, especialmente pelas condições do campo. "Não queria entrar por aí, porque começa a dar desculpas, mas é um fato… assumir responsabilidade de uma má exibição, num gramado ruim… um gramado péssimo para as duas equipes", afirmou, reforçando que o problema não foi exclusivo do Palmeiras.

Ao ser questionado sobre reforços e lacunas do elenco, o técnico foi pragmático e indicou que vê necessidade de reposição após saídas recentes. Sem entrar em detalhes publicamente, ele deixou claro o raciocínio. "Se houve saídas, tem que ter entradas", declarou, dizendo que o tema é tratado internamente, mas reconhecendo que ele "dá a cara" em entrevistas.

Na mesma linha, Abel respondeu sobre a falta de um articulador após a saída de Veiga com um tom que misturou ironia e objetividade. "Feijão com arroz é bem simples… Não é preciso ser muito inteligente para perceber que jogadores precisamos. É fazer conta. Quem saiu?… é fazer contas", disse, antes de voltar ao ponto central da coletiva: o desempenho da equipe e sua responsabilidade pelo que aconteceu em campo.

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O treinador também se mostrou compreensivo com a impaciência do torcedor diante do repertório limitado da equipe na partida. "O torcedor é emocional… perdemos agora… eu entendo perfeitamente. A exigência que nos colocam é lutar por títulos", afirmou. Abel ainda insinuou incômodo com a atuação da arbitragem, mas evitou aprofundar: "Houve uma terceira equipe, mas… não é função minha… já levei nas orelhas por falar da arbitragem."

Na análise tática do jogo, Abel apontou como principal falha a falta de criatividade para quebrar o adversário e transformar domínio em chances reais. "Deu errado que não tivemos a capacidade de conseguir ultrapassar o nosso adversário, de ser criativo… Não fomos criativos o suficiente… Há lances que temos outras opções melhores", avaliou, repetindo que cabe a ele assumir o peso da atuação.

Por fim, o técnico tentou equilibrar a crítica com a leitura de construção de equipe, citando mudanças no time e a necessidade de ganhar "maturidade de jogo" com entrosamento. "Trocamos os 11 jogadores… Nem tudo foi mal, é verdade, apesar de termos feito uma exibição ruim… Lembro da oportunidade nos pés do Luighi… eficácia é determinante", concluiu. "Mais do que criar bodes expiatórios… a responsabilidade é minha."

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