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Jean-Claude Bernardet vira morador de rua em filme no Festival de Brasília

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PEDRO BUTCHER
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Os dois primeiros dias de competição do Festival de Brasília não poderiam ter sido mais contrastantes. Depois da fábula rural de cores suaves de "A Família Dionti", o segundo dia da disputa pelo troféu Candango apresentou "Fome", de Cristiano Burlan, um duro filme em preto e branco sobre um morador de rua que caminha por São Paulo.
Rodado ao longo de seis dias, ao custo de apenas R$ 15 mil, "Fome" é formado por planos de longa duração, sobretudo noturnos, que registram São Paulo com uma fotografia altamente contrastada.
O personagem principal é interpretado pelo crítico e professor Jean-Claude Bernardet, um dos mais importantes pensadores da história do cinema brasileiro, que nos últimos anos tem sido constantemente requisitado como ator (entre seus filmes mais recentes estão "Periscópio", de Kiko Goifman, "Pingo d'Água", de Taciano Valério, e "Hamlet", do próprio Burlan).
Cristiano conta que a parceria entre ele e Jean-Claude surgiu no edifício Copan, onde foram vizinhos durante um tempo - e já rendeu quatro filmes. "O que me interessa nele é sobretudo sua presença física. Quando começamos a trabalhar, ele esclareceu logo: não sou um ator, sou um performer. Então disse para ele: quero que você dance para a minha câmera", conta Burlan.
A presença de Jean-Claude como um morador de rua de São Paulo causa estranheza. Afinal, o professor e ator, nascido na Bélgica, ainda guarda um forte sotaque francês. Em uma cena chave, no entanto, o personagem é interpelado na rua por um ex-aluno (interpretado pelo crítico Francis Vogner), que o reconhece e faz severas críticas ao seu passado. Compreendemos, então, que o personagem não está na rua por absoluta falta de opção, mas por vontade própria. Mais que isso: que é uma espécie de possibilidade virtual da vida do próprio ator.
Mas "Fome" não se detém exclusivamente no personagem do professor-mendigo. A câmera acompanha também uma jovem estudante que faz uma pesquisa entre moradores de rua e mostra algumas entrevistas "reais", filmadas como um documentário. Em determinado momento, a estudante entrevista o personagem de Jean Claude, um encontro que será determinante e mudará por completo o rumo de sua pesquisa.

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