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"Mad Max" e filme de Godard se destacam na programação

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SEGUNDA-FEIRA (1)
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A virtude de "O Pequeno Quinquin" (2014, TV5 Monde, 14h04 e 14h55) é a sensação de estranheza que eventos e personagens transmitem. A emissora francesa está exibindo este filme, que marcou Cannes no ano passado, na forma em que foi concebido: como minissérie.
De animais que aparecem mortos em locais onde não seriam capazes de chegar ao bando irredutível do menino Quinquin e, ainda, aos cômicos detetives que investigam certos casos, o filme de Bruno Dumont nos propõe enigmas _e se deixa ver sempre com prazer.
"Caçadores de Obras-Primas" (2014, TC Premium, 23h45) está, de certa forma, no lado oposto do espectro. Há uma série de atores famosos, produção grande, direção impessoal de George Clooney.
E, ainda, a história confortável, sem enigmas, e que também se deixa ver facilmente, do grupo de militares que busca por obras-primas suprimidas por nazistas a museus de países que ocuparam.

TERÇA-FEIRA (2)
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Tudo, em "O Último Magnata" (1976, TC Cult, 23h45), existe para reforçar a ideia de Hollywood como um lugar de prazer. Isto é, em que o próprio trabalho é um prazer.
Lá está Monroe Stahr, poderoso chefe de produção de um estúdio: ele é não só obcecado pela perfeição como talentoso. Ele ensina roteiristas com um charme incrível, demite atores, discute orçamentos...
O que poderia ser uma chatice é um encanto, pois Robert de Niro é Stahr, o diretor é Elia Kazan, o roteiro sai de um roteiro de Scott Fitzgerald. E o personagem é uma homenagem a Irving Thalberg, o criador do sistema de estúdios.
Claro, haverá um tanto de romance, de suspense, de sexo... Tudo que Hollywood propõe também se reproduz aqui.
O último filme de Kazan é lindo. Como, aliás, "Grigris" (2012, TV5 Monde, 1h07), do tchadiano Mahamat-Saleh Haroun, também é, mas só cinéfilos curtirão.

QUARTA-FEIRA (3)
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Se, nestes anos recentes, o cinema (americano, sobretudo) tem se pautado por um conservadorismo evidente, Paul Greengrass surpreende o espectador sempre que possível.
O caso de "Capitão Phillips" (2013, HBO2, 14h40) é exemplar: tudo existe para glorificar o comandante de navio que conseguiu enfrentar os terríveis piratas da Somália, que por algum tempo viviam assombrando embarcações e roubando cargas.
Nesse mundinho de bem e mal definidos e preconcebidos, Greengrass introduz seus piratas: pobres, feios, desdentados, famintos... Não se trata de inocentá-los, trata-se de mostrar um fato o mais amplamente possível. Parece que hoje, em Hollywood, isso está ficando proibido.
Por isso mesmo convém acompanhar o documentário sobre John Milius, roteirista e diretor de direita, mas dementemente de direita, no canal Max, às 13h45 (aliás: quinta, mesmo canal, 16h, aborda-se Robert Altman).

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QUINTA-FEIRA (4)
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Não há melhor filme para introduzir Jean-Luc Godard do que "Acossado" (TV5 Monde, 20h30). Quando foi lançado, em 1960, suas descontinuidades, improvisos, citações, travellings com câmera na mão etc. eram atitudes revolucionárias.
Hoje, quase tudo isso está absorvido, até pela indústria. No entanto, o frescor do filme continua lá. A história do gângster desaforado, perseguido pela polícia, é quase linear, perto do que ele faria depois. Mas só Godard era capaz de interromper tudo para comentar os telefones de Dior ou conversar sobre Faulkner, sobre a dor e o nada.
Ou para namorar, em plena fuga. a jovem americana Jean Seberg) que distribui um jornal nas ruas. Para agir e comentar a ação ao mesmo tempo.
Godard se punha, em sua estreia, em oposição a todas as convenções do cinema francês da época. Depois, ele derrubaria convenções do mundo todo: ninguém é tão admirável e tão odiado à toa.

SEXTA-FEIRA (5)
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Houve um momento em que Roger Vadim ficou famoso como o homem que projetou Brigitte Bardot como estrela mundial de primeira linha, com "E Deus Criou a Mulher" (1956, Arte1, 23h35).
Era seu filme de estreia, e Brigitte, com espantosa sensualidade, deixa doidos os homens de Saint Tropez e também os da plateia. Foi um sucesso mundial e havia um sopro de modernidade no filme que parecia enfrentar o empoeirado cinema francês.
Na ocasião, Vadim ficou famoso também por ser casado com Bardot. Depois, seu cinema seria cada vez mais poeirento, e Vadim ficaria famoso, sobretudo, como marido de, sucessivamente, Annette Stroyberg, Catherine Deneuve e Jane Fonda.
Por falar em fama precoce, o HBO Plus exibe sexta o primeiro "Mad Max", de 1979. O horário, aliás, também é precoce. Ali se fez a fama de Mel Gibson e, em menor medida, do diretor australiano George Miller.

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