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Vittia: lucro ajustado cai 30,8% no 4tri25, para R$ 32,1 milhões; receita sobe 0,9%

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A Vittia registrou lucro líquido ajustado de R$ 32,1 milhões no quarto trimestre de 2025, queda de 30,8% em relação ao mesmo período de 2024. A receita líquida somou R$ 258,1 milhões entre outubro e dezembro, avanço de 0,9%, insuficiente para compensar a pressão sobre as margens em um ambiente de custos mais elevados e dificuldade de repasse de preços no mercado de insumos agrícolas.

O Ebtida (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado totalizou R$ 45,6 milhões no trimestre, recuo de 25,6% ante o quarto trimestre de 2024. A margem Ebitda ajustado caiu 6,3 pontos porcentuais, para 17,7%. Segundo a companhia, o desempenho foi influenciado principalmente pelo aumento de 8,6% no custo do produto vendido (CPV), que comprimiu o lucro bruto em 12,3% no período.

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Em entrevista ao Broadcast Agro, o diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Vittia, Alexandre Del Nero Frizzo, disse que o trimestre manteve o padrão observado ao longo de 2025, com crescimento modesto de vendas e deterioração da rentabilidade. "Conseguimos entregar um pequeno crescimento de receita líquida, mas não conseguimos manter as margens. Tivemos queda no lucro bruto, no Ebitda e no lucro operacional", afirmou.

Segundo ele, a principal dificuldade enfrentada pela empresa foi a impossibilidade de repassar a inflação de custos ao produtor rural. "Ou o preço está igual ou menor em algumas linhas. Quando você tem inflação de custos nesse cenário, fica muito difícil recuperar margem", disse.

O resultado contábil reportado divergiu do lucro ajustado por causa de um evento extraordinário relacionado à recuperação de tributos pagos em anos anteriores. A companhia reconheceu R$ 24,3 milhões em créditos fiscais após revisar pagamentos realizados em exercícios anteriores. Com esse efeito, o lucro líquido reportado subiu 7,5% no trimestre, para R$ 49,9 milhões.

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"O resultado reportado apresenta crescimento por causa dessa recuperação de tributos, mas o operacional reflete um cenário desafiador de preços e custos no segmento de insumos", afirmou Frizzo.

Por segmento, os fertilizantes de solo foram o destaque do trimestre, com receita de R$ 79 milhões, alta de 74,7% na comparação anual. A linha, de menor valor agregado, sustentou o crescimento de faturamento num momento de maior cautela do produtor na compra de insumos.

"A gente viu uma migração para linhas mais comoditizadas, de menor tecnologia. Se a gente não tivesse essa linha, não conseguiria entregar crescimento de receita no ano", afirmou Frizzo. Já as soluções biológicas e naturais e os fertilizantes foliares e produtos industriais recuaram no período, pressionados pela seletividade mais intensa dos produtores diante da compressão de margens no campo.

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No acumulado de 2025, a Vittia registrou receita líquida de R$ 820,0 milhões, crescimento de 4,2% em relação a 2024, com os fertilizantes de solo respondendo pelo principal vetor de expansão: R$ 263,6 milhões no ano, avanço de 43,2%. O Ebitda ajustado anual somou R$ 115,2 milhões, queda de 13,6%, com margem de 14,1%. O lucro líquido ajustado recuou 20,0%, para R$ 60,2 milhões.

A geração de caixa operacional foi um dos destaques do ano, totalizando R$ 110,5 milhões, expansão de 69,6% em relação ao exercício anterior. A dívida líquida encerrou dezembro em R$ 125,6 milhões, com alavancagem de 1,09 vez o Ebitda ajustado. As despesas com vendas, gerais e administrativas (SG&A) cresceram 1,3% no ano, para R$ 179,9 milhões, ritmo abaixo da inflação de custos da companhia.

No período, a companhia destinou R$ 50,5 milhões ao retorno aos acionistas, sendo R$ 33,8 milhões em proventos e R$ 16,7 milhões em recompras de ações.

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