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Unipar tem 2025 desafiado pelo ciclo petroquímico, com quarto trimestre mais crítico

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A Unipar avalia que o ano de 2025 seguiu apresentando os desafios do ciclo de baixa petroquímico vistos no ano anterior. De todo modo, a companhia manteve os seus planos de investimentos em curso, com a premissa de estar pronta para capturar oportunidades quando o cenário apresentar melhoras. O quarto trimestre, por sua vez, somou eventos não recorrentes que levaram a companhia a apresentar prejuízo.

Apesar de ter os preços de PVC e soda em patamares baixos, o que pressionam os resultados, a Unipar tem a vantagem de produzir cloro, usado no setor de saneamento. "Isso colaborou muito para a resiliência dos bons resultados da Unipar, mesmo no ambiente de ciclo petroquímico de baixo", afirma o presidente da companhia, Rodrigo Cannaval.

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No ano, a empresa somou lucro líquido de R$ 482 milhões, queda de 13% sobre o visto em 2024. O Ebitda, por sua vez, foi de 948 milhões, alta de 17% na mesma base comparativa. A margem Ebitda foi de 22%, com avanço de 5 pontos porcentuais (p.p.) sobre 2024.

No quarto trimestre, o cenário foi mais complexo, com prejuízo líquido de R$ 7 milhões, frente a R$ 293 milhões de lucro no mesmo período de 2024. O Ebitda também caiu 71%, para R$ 125 milhões, e a margem foi de 10%, com queda de 17 p.p. na comparação com o quarto trimestre de 2024.

"O quarto trimestre foi de parâmetros macro desafiados, com o preços de PVC e soda caindo no mercado internacional, associado a uma desvalorização do dólar contra o real. A combinação desses fatores pressionaram o nosso resultado para menor", disse Cannaval, elencando ainda outros efeitos não recorrentes, como alguns ajustes de estoques.

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O CEO avalia, porém, que os números do trimestre "não tiram o brilho do resultado de 2025 como um todo": "Foi um ano complexo no aspecto macro, mas de certa maneira estruturante dentro da Unipar", frisa.

Dentre as medidas estruturantes, está o projeto de modernização da unidade da companhia em Cubatão. De 2022 a 2026, o plano da companhia de investimentos nesse projeto soma mais de R$ 1 bilhão. Em dezembro, a tecnologia antiga, com uso de mercúrio, foi paralisada, um marco importante para a empresa na visão de Cannaval.

Para 2026, o executivo aponta que a volatilidade é o que mais chama a atenção, dado as oscilações dos preços de commodities em razão da guerra no Irã. Ele explica que os preços do PVC e da soda apresentaram alta, mas que as matérias-primas usadas na produção também subiram de preço.

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Nesse primeiro momento, ele afirma que é preciso buscar fazer do desafio uma oportunidade, aproveitando os descasamentos dos aumentos para tentar fechar compras e vendas mais vantajosas.

No longo prazo, por outro lado, Cannaval entende que uma alta persistente das matérias primas pode levar a novos fechamentos de capacidades produtivas de alto custo ao redor do mundo no setor petroquímico, o que poderia, pela redução de oferta, melhorar as margens do segmento.

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