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UE propõe ações de curto e longo prazo para proteger bloco da crise da energia fóssil

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A Comissão Europeia, braço executivo da União Europeia (UE), propôs medidas para proteger os europeus da crise dos combustíveis fósseis e acelerar a transição para energia limpa e produzida localmente com o lançamento do programa AccelerateEU, que conta com medidas de curto e longo prazo.

A Comissão afirma que assegurará que as medidas a nível dos Estados-Membros sejam implementadas em plena coordenação - o que considera como "fundamental" - e informa que será criado um novo "Observatório de Combustíveis" para monitorar a produção, as importações, as exportações e os níveis de estoques de combustíveis para transportes no bloco, de acordo com comunicado publicado nesta quarta-feira, 22.

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Segundo o texto, a proteção dos consumidores, incluindo a indústria, contra picos de preços pode incluir programas de apoio à renda direcionados, vouchers de energia e programas de arrendamento social, além da redução dos impostos especiais de consumo sobre a eletricidade para famílias vulneráveis.

Além das medidas, a UE promete acelerar a transição para energia limpa produzida localmente para substituir o petróleo, o gás e os combustíveis fósseis para transporte e diz que, até o verão no hemisfério norte, apresentará um "Plano de Ação para a Eletrificação", que inclui uma meta "ambiciosa" e medidas para remover barreiras à eletrificação dos setores industrial, de transportes e da construção civil.

O comunicado ressalta também a importância de impulsionar os investimentos no setor. "O dinheiro público por si só não cobrirá as significativas necessidades de investimento (660 bilhões de euros por ano até 2030) para a transição energética. Para mobilizar investimentos privados, a Comissão adotou, portanto, uma Estratégia de Investimento em Energia Limpa em março de 2026", detalha.

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