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Trump retoma ataques a Powell, em pressão que começou no 1º mandato e se intensificou este ano

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou nesta quarta-feira, 23, a criticar o chefe do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, em publicação na Truth Social. Repetindo o apelido de "Atrasado Demais" e insistindo que o líder do BC americano se recusa a reduzir juros, o republicano afirmou que as "famílias estão sendo prejudicadas" com as taxas nos níveis atuais.

"Nossa taxa deveria estar 3 pontos porcentuais abaixo do nível atual, o que nos economizaria US$ 1 trilhão por ano. Esse sujeito teimoso no Fed Powell simplesmente não entende, nunca entendeu e nunca vai entender", escreveu Trump. Ele ainda sugeriu que o Conselho do Fed "deveria agir, mas não tem coragem para isso!".

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Os ataques são antigos e datam ainda do primeiro mandato do republicano, poucas meses após Trump indicar Powell à presidência do Fed no final de 2017. Quando o BC americano elevou juros em 2018, Trump disse que a autoridade monetária representava um "problema muito maior que a China".

Após ser eleito para voltar para Casa Branca, o republicano reforçou as críticas. No início de janeiro, o republicano já cogitava uma reformulação na liderança do banco central, incluindo a substituição do atual presidente da instituição. Um mês antes, em dezembro, Trump havia declarado, porém, que não pretendia demitir Powell.

Três dias após a posse, durante o Fórum Econômico de Davos, Trump criticou o nível das taxas de juros mantido pelo Fed e afirmou que pediria uma redução. "Falarei com Powell no momento apropriado e espero que o Fed me escute sobre juros", disse em 23 de janeiro.

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As investidas contra o Fed se intensificaram logo depois. Em 29 de janeiro, Trump afirmou que a autoridade monetária tem "feito um trabalho terrível" na regulamentação bancária. Os ataques mais diretos a Powell começaram no início de abril, quando o republicano pediu que o presidente do Fed cortasse os juros e deixasse de "fazer política". Desde então, Trump já fez críticas públicas a Powell em pelo menos 24 ocasiões - por redes sociais ou em eventos - com maior frequência nos meses de junho e julho.

As críticas não partem apenas de Trump. Membros do governo, especialmente os conselheiros econômicos da Casa Branca, Peter Navarro e Kevin Hassett, também vêm atacando o Fed. Nesta quarta, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que o processo para escolher um substituto para Powell está em andamento, mas ressaltou que não há pressa. Tentando conter o clima de tensão, ele repetiu declarações de Trump de que a demissão do chefe do banco central não está sendo considerada.

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