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Tesouro confirma que primeira captação externa do ano totalizou US$ 4,5 bi em bonds

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O Tesouro Nacional captou US$ 4,5 bilhões no mercado de dívida no exterior nesta segunda-feira, 6, conforme antecipado pela Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado. Esta foi a primeira operação do governo no exterior de 2026.

O Tesouro confirmou que foram levantados US$ 3,5 bilhões por meio da emissão de novos bonds de 10 anos, com cupom de juros de 6,250% a.a., cujo pagamento semestral será realizado a cada dia 22 dos meses de maio e novembro. A emissão foi realizada ao preço de 98,896% do seu valor de face, resultando em uma taxa de retorno para o investidor de 6,400% a.a., que corresponde a um spread de 220 pontos-base acima da Treasury de referência (título do Tesouro norte-americano).

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Os US$ 3,5 bilhões do Global 2036 foram o maior volume para um título de 10 anos da história das emissões do Tesouro.

Já o bônus da República Global 2056, com vencimento em 12 de janeiro de 2056, teve seu volume ampliado em US$ 1,0 bilhão, um aumento de 40% sobre a emissão original, totalizando US$ 3,5 bilhões em circulação. Este título possui cupom de juros de 7,250% a.a., cujo pagamento semestral é realizado a cada dia 12 dos meses de janeiro e julho. A emissão foi realizada ao preço de 99,385% do seu valor de face, resultando em uma taxa de retorno para o investidor de 7,300% a.a., que corresponde a um spread de 245 pontos-base acima da Treasury de referência. Este foi o menor spread de lançamento para um título brasileiro de 30 anos em mais de dez anos, menor, inclusive, que o de lançamento inicial deste mesmo título há cerca de cinco meses, informou o Tesouro.

O objetivo da operação é dar continuidade à estratégia do Tesouro Nacional de promover a liquidez da curva de juros soberana em dólar no mercado externo, provendo referência para o setor corporativo, e antecipar financiamento de vencimentos em moeda estrangeira.

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A demanda pelas duas emissões de títulos de dívida do Tesouro brasileiro chegou a US$ 12 bilhões em seu pico, com um ápice de 466 ordens no livro de ofertas. A demanda superou em cerca de 2,7 vezes o volume emitido, com o livro de ordens atingindo cerca de US$ 12 bilhões em seu pico.

Como já havia sido anunciado mais cedo, a operação será liderada pelos bancos HSBC, JP Morgan, Santander e Sumitomo. A liquidação financeira ocorrerá em 19 de fevereiro de 2026.

Cerca de 90% dos investidores são oriundos da Europa e da América do Norte, com a América Latina, incluindo o Brasil, respondendo por cerca de 9%. Em nota, o Tesouro disse que os resultados com alta demanda, alto volume e spreads baixos evidenciam a confiança dos investidores na robustez e atratividade da dívida soberana brasileira, refletindo a percepção favorável do mercado internacional quanto à credibilidade do País.

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"A emissão reforça o importante papel da dívida externa para o alongamento do prazo médio da dívida, diversificação e ampliação da base de investidores. Adicionalmente, corrobora o papel da Dívida Pública Federal externa no estabelecimento de benchmarks líquidos e na curva de juros soberana, como referência para futuras emissões de empresas brasileiras no exterior", prosseguiu o órgão.

Por fim, o Tesouro colocou que a emissão de títulos com vencimento em 10 e 30 anos contribui para o alongamento do perfil da dívida e fortalece pontos estratégicos da curva, frequentemente utilizados como referência por emissores corporativos.

A operação anterior mais recente de captação do Tesouro no mercado externo de dívida aconteceu no início de novembro do ano passado, quando levantou US$ 2,25 bilhões com a emissão de títulos com características sustentáveis, disseram fontes. A demanda na ocasião atingiu R$ 6,7 bilhões.

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