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Temor com EUA após condenção de Bolsonaro e cautela externa impedem alta do Ibovespa

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O Ibovespa opera em baixa na manhã de sexta-feira, 12, após fechar na quinta-feira na máxima histórica a 143.150,03 pontos, com alta de 0,56%. Investidores mantêm cautela diante de eventual reação dos Estados Unidos contra o Brasil após a condenação do ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL) na quinta pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

"É uma abertura de mais cautela, mais morna, depois do topo histórico de fechamento e máxima inédita ontem, com apetite por risco bastante disseminado, por expectativas de cortes de juros nos EUA", avalia Bruna Sene, analista de renda variável da Rico.

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Além disso, a fraqueza dos índices das bolsas de Nova York, depois de níveis inéditos na véspera, dificultam alta do principal indicador da B3, o que coloca em risco uma elevação semanal. Até o fechamento de ontem, acumulada no período 0,36%.

"O mercado abriu de maneira cautelosa porque teme uma nova rodada de sanções vindas do presidente Donald Trump, com a ampliação da lei Magnitsky e o aumento das tarifas", ressalta em nota Gabriel Mollo, analista de investimentos da Daycoval Corretora.

O petróleo é contraponto e atenuar o recuo do Índice Bovespa. As cotações futuras da commodity avançam cerca de 1,50% depois que o Reino Unido anunciou novas sanções à Rússia. As ações do setor de óleo reagem com ganhos. Petrobras avançava 0,64% (PN) e 0,76% (ON), por volta das 11 horas. PetroReconcavo subia 1,08%.

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Apesar da queda de 0,07% do minério de ferro em Dalian, na China, avançou 0,40% em Cingapura. Desta forma, os papéis da Vale subiam, ainda com investidores digerindo o anúncio de que a empresa recebeu do Ibama a licença de operação para as atividades relacionadas à mina do Projeto Serra Sul +20 Mtpa e dianet da retirada das tarifas americanas para ferro-níquel. Também houve retirada das tarifas dos EUA para o setor de celulose. Contudo, Suzano caía 0,33%.

Nesta sexta, foi divulgada a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS). O volume de serviços prestados subiu 0,3% em julho ante junho. O resultado superou a mediana de 0,4% encontrada em pesquisa Projeções Broadcast. Na comparação com o sétimo mês do ano passado, houve expansão de 2,8%, taxa igual à mediana das expectativas. O IBGE ainda revisou o desempenho do volume de serviços relativo a junho na comparação com maio, de alta de 0,3% para elevação de 0,4%.

O crescimento no volume de serviços prestados fica no foco, podendo dificultar apostas de recuo da Selic à frente, não no Comitê de Política Monetária (Copom). Para a decisão na quarta-feira que vem, espera-se manutenção do juro básico em 15% ao ano. No mesmo dia, sairá a definição das taxas norte-americanas pelo Federal Reserve (Fed). Por lá, a expectativa majoritária é de recuo.

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Ontem, o STF condenou Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão por golpe de Estado e mais quatro crimes após as eleições de 2022. Foi a primeira condenação de um ex-presidente e oficiais do alto escalão das Forças Armadas por atentar contra a democracia no Brasil. As defesas de Bolsonaro e dos outros sete condenados vão recorrer da decisão. O Supremo também declarou a inelegibilidade dos oito réus por oito anos.

Na esteira da decisão, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, disse que os EUA responderão a "essa caça às bruxas". Já o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a condenação de Bolsonaro é "terrível."

Por enquanto, o mercado aguarda alguma movimentação dos EUA após as decisões do STF. "Acredita que hoje ou no final de semana isso deve acontecer, então a maioria dos investidores não quer ficar posicionado ao longo do final de semana e aproveitam para embolsar o lucro das altas que ocorreram aí ao longo da semana", afirma Mollo, da Daycoval Corretora.

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Por volta das 11 horas, o Índice Bovespa futuro caía 0,15%, aos 142.932,03 pontos, ante mínima a 142.290,62 pontos, depois de abrir aos 143.150,84 pontos, com variação zero, e máxima a 143.182,16 pontos (alta de 0,02%). Vale subia 0,46% e Petrobras, de 0,64% (PN) a 0,76% (ON). Entre os grandes bancos, só BB subia (0,32%). Ontem, além de o Ibovespa ter fechado em nível inédito, alcançou a marca histórica dos 144 mil pontos durante a sessão

"A agenda hoje está mais fraca, deixa o pregão mais morno, mas a da semana que vem será relevante, pois haverá a Super Quarta, com decisões sobre juros no Brasil e nos Estados Unidos, cita Bruna Sene, da Rico.

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