Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Economia

publicidade
ECONOMIA

TCU: Solução consensual da Concebra passará por ajustes no porcentual de desconto da dívida

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu nesta quarta-feira, 8, proceder com ajustes no acordo para resolver as controvérsias relacionadas ao contrato da Concessionária de Rodovias do Brasil Central (Concebra) sobre os trechos das rodovias BR-060, BR-153 e BR-262. Esse é o corredor que conecta Brasília, Goiânia, Uberlândia, Uberaba e Belo Horizonte. A Corte de Contas quer, especialmente, uma adequação no porcentual de desconto na dívida da concessionária.

Na votação em plenário nesta quarta-feira, houve indicativo, por maioria, para o prosseguimento do acordo de solução consensual, desde que sejam feitos os ajustes solicitados. A proposta inicial prevê um desconto de cerca de 65% sobre o montante de R$ 2,99 bilhões devidos a título de passivos regulatórios. Essa medida resultaria em um perdão de dívida no montante de R$ 1,94 bilhão.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Os ministros querem parâmetros claros para a definição desse porcentual de "perdão da dívida", com consideração, por exemplo, do histórico de soluções consensuais julgadas. São mencionados princípios como "transparência e a conformidade com o interesse público". Também foi demandada uma melhor fundamentação das garantias previstas no acordo.

Nesse sentido, a solução só vai prosseguir se forem constatados elementos suficientes para "assegurar a efetividade do adimplemento das obrigações assumidas pela concessionária e a proteção do interesse público", diz o acórdão. Os interessados terão 15 dias para prosseguir com a negociação, tendo em vista as condicionantes do Tribunal. Posteriormente, haverá nova apreciação pelo Plenário.

A concessão original foi segmentada em três novas rotas. A primeira já foi leiloada e transferida para a nova concessionária. A segunda também acabou seguindo o caminho da relicitação. Restou, por fim, a chamada Rota do Pequi como objeto da proposta de acordo em tratativa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O voto do ministro Jorge Oliveira sugeriu que, diante das circunstâncias, o melhor caminho seria a celebração do acordo. Ele citou a possibilidade de encaminhamento célere de solução para a Rota do Pequi, com a substituição da Concebra por novo operador em dezembro de 2026.

A proposta viabiliza ainda o pagamento de R$ 228,7 milhões em multas, além de permitir a reestruturação da dívida de aproximadamente R$ 700 milhões junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), dentre outros pontos.

Oliveira é o ministro revisor da matéria. Ainda de acordo com o argumento apresentado por ele, a rejeição do acordo acarretaria custos expressivos. "O atraso na substituição da concessionária produz prejuízos financeiros imediatos, pois a ausência de manutenção adequada e de novos investimentos acelera a degradação do ativo e compromete a qualidade da infraestrutura existente", declarou.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O processo competitivo para a substituição do controle acionário referente à "Rota do Pequi" tem potencial de destravar investimentos da ordem de R$ 4,2 bilhões, de acordo com os números apresentados no acórdão.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV