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Taxas terminam sessão de lado, com exterior benigno e queda do dólar

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Sem dados e notícias domésticas relevantes na primeira sessão após a operação militar americana na Venezuela que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro, o mercado brasileiro de juros futuros seguiu a dinâmica global de alívio na renda fixa em boa parte do pregão, terminando o dia praticamente de lado ante os ajustes anteriores.

Em uma típica reação de busca por segurança, títulos dos Treasuries foram mais procurados, o que levou à queda dos rendimentos e exerceu influência benigna sobre a curva local. O dólar também recuou em relação a uma cesta de moedas, incluindo o real.

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Segundo agentes, a percepção é que a intervenção dos Estados Unidos em território venezuelano tende a ampliar a oferta global de petróleo, o que tem impacto desinflacionário. No Brasil, os preços da gasolina já estavam acima do praticado no mercado internacional antes do conflito, o que abriria espaço para um reajuste negativo por parte da Petrobras. Assim, após um início de pregão mais cauteloso, a tendência observada ao longo do dia foi de declínio dos vencimentos intermediários e longos, migrando para relativa estabilidade na etapa final da sessão. Cabe ressaltar também que, com a liquidez reduzida nos negócios, as oscilações foram ampliadas.

No fechamento, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro para janeiro de 2027 oscilou de 13,699% no ajuste de sexta-feira para 13,700%. O DI para janeiro de 2029 caiu de 13,053% no ajuste a 13,015%. O DI para janeiro de 2031 marcou 13,335%, vindo de 13,322% no ajuste.

"Hoje segunda-feira, 05 tudo ficou na conta do petróleo", aponta Tiago Hansen, diretor de gestão e economista da Alphawave Capital. "Uma oferta maior ajudaria no controle da inflação mundial, que tem como consequência fazer os juros globais caírem", disse. Os contratos do petróleo tipo Brent e WTI registram ligeira alta nesta segunda, mas o mercado mira um cenário de prazo mais longo, afirma Hansen.

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Economista-chefe do banco BMG, Flávio Serrano aponta que os preços internos da gasolina praticados pela Petrobras estão cerca de 10% superiores ao preço de paridade de importação (PPI), o que coloca em discussão um possível corte pela estatal. "As commodities em geral subiram um pouco, mas o dólar perdendo força dissolve um pouco essa alta", disse.

Serrano menciona que o movimento nesta segunda foi de busca por segurança, o que aumentou a procura por ativos reais, como commodities, assim como por títulos soberanos americanos e a divisa do país. "O real também teve bom desempenho ante o dólar", acrescenta.

Para o economista, que mantém março como perspectiva para o primeiro corte da Selic, a intervenção militar americana na Venezuela e seus desdobramentos não vão mudar a estratégia do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC). Segundo Serrano, o evento adiciona volatilidade ao ambiente externo, já incerto para o Copom por causa das políticas tarifárias, mas não altera a essência das preocupações do BC. "Essa parte internacional, no nosso entendimento, é menor no balanço de riscos em relação a questões domésticas".

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Em relatório a clientes divulgado nesta segunda, o UBS avalia que a tensão na Venezuela deve ter impacto limitado sobre os ativos dos principais mercados da América Latina, inclusive o Brasil. "O Brasil é uma economia grande, que tem a China como seu principal parceiro comercial e cujo relacionamento com os EUA tem melhorado nos últimos meses", diz o banco, mencionando que, em novembro, o governo americano removeu tarifas sobre a carne bovina e o café brasileiros. Já em dezembro, foram retiradas sanções no âmbito da Lei Magnitsky sobre autoridades locais.

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