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Taxas futuras têm alta moderada nesta quarta, em sintonia com dólar e exterior

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Os juros futuros mostraram elevação contida no pregão desta quarta-feira, após a euforia de ontem gerada pela aproximação entre os presidentes Lula e Donald Trump. Segundo agentes de mercado, mesmo sem novidades sobre um futuro encontro dos dois líderes, a reverberação do otimismo sobre a possível agenda pode ter contribuído para amenizar as pressões do ambiente externo e da alta do dólar sobre a curva local.

Enquanto por aqui a agenda de indicadores foi esvaziada, o que conferiu baixa liquidez aos negócios, declarações mais cautelosas de dirigentes do Federal Reserve (Fed) sobre os próximos passos da política monetária elevaram os rendimentos dos Treasuries. A curva de juros americana também abriu em resposta a dados mais fortes de vendas de moradias novas nos EUA e a novas críticas de autoridades do governo Trump ao presidente do Fed, Jerome Powell.

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No fechamento, a taxa de contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 avançou de 13,98% no ajuste de terça-feira para 14,010%. O DI para janeiro de 2028 passou de 12,231% no ajuste da véspera a 13,270%. O DI para janeiro de 2029 aumentou de 13,134% no ajuste anterior para 13,175%. O DI para janeiro de 2031 marcou 13,350%, vindo de 13,325% no ajuste precedente.

Por volta das 17h, a taxa da T-note de 10 anos subia a 4,145%, e o juro do T-bond de 30 anos avançava a 4,757%. Nesta quarta, o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, criticou novamente Powell - que, segundo ele, deveria ter sinalizado um corte mais agressivo durante discurso ontem, de 100 a 150 pontos-base para as reuniões de 2025 e 2026. Do lado dos dados, as vendas de moradias novas, divulgadas nesta quarta, aumentaram 20,5% entre julho e agosto, bastante acima da previsão de 0,3% de analistas ouvidos pela FactSet.

"O dia pareceu morno, mas os mercados de juros e de moedas tomaram 'um sacode' lá fora. Me parece que as novidades de ontem referentes a Lula e Trump deram uma segurada na alta dos juros futuros por aqui", afirmou Nicolas Borsoi, economista-chefe da Nova Futura Investimentos.

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Para Vitor Oliveira, sócio da One Investimentos, a elevação dos DIs hoje foi moderada, tendo em vista a correção mais firme dos Treasuries na sessão e a ausência de condutores mais relevantes para os negócios na agenda doméstica. A tendência é que, até o segundo trimestre de 2026, a curva local tenha menor correlação com a curva americana, devido à sinalização do Comitê de Política Monetária (Copom) de Selic estacionada por mais tempo em 15% e, nos EUA, à perspectiva de corte adicional de 75 pontos-base nos Fed Funds, diz Oliveira.

Em um pregão fraco também no noticiário local, as taxas tendem a convergir para a média histórica e, por isso, a curva de juros registrou abertura modesta hoje, mesmo na parte mais longa, a despeito da ascensão mais forte dos Treasuries, avalia Oliveira. "O mercado está aguardando próximas variáveis no âmbito doméstico, principalmente do lado político. Hoje foi um dia de correção".

Para o sócio da One Investimentos, a expectativa positiva em torno de um futuro encontro entre Lula e Trump, mesmo que ainda não haja uma data concreta para a conversa, pode ter contribuído para moderar a alta dos DIs hoje, em meio à alta de quase 1% do dólar na sessão e a pautas do Congresso que ampliam os gastos do governo. A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou hoje, por 20 votos unânimes, o texto alternativo que isenta do Imposto de Renda salários de até R$ 5 mil.

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