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Taxas futuras sobem com cenário político, quadro fiscal e alta no exterior

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Após terem tocado máximas intradiárias no início da tarde, os juros futuros seguiram em tendência de firme alta no restante do pregão desta segunda-feira. A piora de percepção sobre o cenário político e fiscal doméstico elevou os prêmios de risco, na medida em que as manifestações de ontem foram interpretadas como um sinal negativo para a direita nas eleições de 2026. Com a maior tensão no ambiente local, o movimento dos Treasuries, também de ascensão, mas mais contida, ficou em segundo plano.

O mercado também monitorou a discussão de pautas em trâmite no Legislativo que ampliam os gastos públicos, assim como a nova rodada de sanções dos Estados Unidos, com a aplicação da Lei Magnitsky à esposa do ministro do STF Alexandre de Moraes, Viviane Barci.

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Encerrados os negócios, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 subiu de 13,978% no ajuste de sexta-feira para 14,050%. O DI para janeiro de 2028 avançou de 13,227% no ajuste a 13,355%. O DI para janeiro de 2029 marcou 13,260%, vindo de 13,131% no ajuste precedente, e o DI para janeiro de 2031 aumentou de 13,301% no ajuste anterior a 13,435%.

Neste domingo, milhares de pessoas se reuniram em mais de 30 cidades para protestar contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Blindagem e a anistia a condenados pela trama golpista. Economista-chefe e fundadora da Buysidebrazil, Andrea Damico avalia que as manifestações de ontem não implicam uma leitura precipitada sobre os resultados do próximo pleito presidencial, mas indicaram que a esquerda tem uma narrativa melhor calibrada e colocaram a direita em "maus lençóis", o que pressionou os DIs. "As manifestações dão maior fôlego para a esquerda", diz Andrea, acrescentando que a restrição imposta à esposa de Moraes acentuou o 'risk off'.

Segundo Erich Decat, head de Análise Política da Warren Investimentos, os atos tiveram grande repercussão no Congresso, e está em curso uma movimentação para levar a PEC da Blindagem para a Constituição de Comissão e Justiça "e, então, enterrá-la por lá". "Podemos considerar que foi um tiro no pé quem abraçou a PEC da Blindagem porque agora só vai restar o desgaste junto a setores da sociedade", avalia.

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Além do impacto das manifestações, que, em sua visão, não foi preponderante, Tiago Hansen, diretor de gestão e economista da Alphawave Capital, destaca a instabilidade do dólar e projetos de teor fiscal no Congresso como fatores que elevaram as taxas futuras.

O pico nos DIs na sessão foi alcançado por volta de meio dia, quando saiu a notícia sobre a aplicação da Magnitsky à esposa de Moraes, observa. Mas também fizeram preço, de acordo com Hansen, a discussão sobre o projeto de isenção do Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil, que deve ser votado na próxima semana, assim como o PL que institui o pacote de socorro a empresas afetadas pelo tarifaço, com votação prevista para esta terça-feira. "Tivemos uma sequência de notícias ruins para o cenário fiscal, com medidas provisórias e projetos do governo que elevam gastos. As atenções ao fiscal estão ditando os mercados de risco".

Do lado dos indicadores, o boletim Focus mostrou uma interrupção na tendência de melhora das expectativas inflacionárias. Entre a semana passada e a atual, o consenso do mercado para a alta do IPCA neste ano ficou estacionado em 4,83%. Para 2026, houve redução de 0,01 ponto, para 4,29%, enquanto as projeções para 2027 e 2028, foram mantidas em 3,9% e 3,7%, respectivamente. O centro da meta perseguido pelo BC é de 3%.

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Lá fora, o dia foi marcado por declarações de quatro dirigentes do Fed que, em sua maioria, sinalizaram uma abordagem mais prudente nos próximos passos da política monetária americana, o que se refletiu em aumento nos rendimentos dos Treasuries.

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