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Taxas futuras curtas e intermediárias seguem dólar e caem nesta sexta

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Em um dia sem gatilhos claros para guiar os negócios, os juros futuros percorreram a segunda etapa do pregão desta sexta-feira em viés de queda nos vértices curtos e intermediários, em sintonia com o alívio proporcionado pelo recuo do dólar. Os vencimentos mais distantes, que também operavam no terreno negativo até o início da tarde, inverteram o sinal por volta das 15h30, seguindo a elevação dos Treasuries mais longos. O movimento foi considerado tímido por operadores, que também não viram um evento específico para a virada.

No fechamento, a taxa de contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 recuou de 14,067% no ajuste de quinta-feira a mínima intradiária de 14,015%. O DI para janeiro de 2028 cedeu de 13,371% no ajuste da véspera para mínima intradia de 13,315%. O DI para janeiro de 2029 marcou 13,225%, de 13,257% no ajuste antecedente. O DI para janeiro de 2031 passou de 13,349% no ajuste de ontem a 13,435%.

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Para Eduardo Velho, economista-chefe da Equador Investimentos, no momento o mercado está mais focado no processo de relaxamento da política monetária americana, que favorece a valorização do câmbio por meio do aumento do diferencial de juros em relação à taxa básica dos EUA. "Isso cria espaço para o Banco Central reduzir os juros", disse, algo que, em sua visão, pode ocorrer em dezembro ou em janeiro, embora não esteja amplamente precificado pela curva.

"A assimetria da curva americana é mais baixista do que altista. Por isso, vejo esse pequeno movimento de alta nos juros mais longos mais como ajustes, em um dia sem condutores fortes", avalia. Divulgado hoje, o PCE avançou 0,2% em agosto ante julho, em linha com as projeções, assim como a comparação anual, que subiu 2,9%. Já o índice de sentimento do consumidor americano calculado pela Universidade de Michigan caiu para 55,1 em setembro, ante 58,2 em agosto, abaixo da previsão de analistas. Segundo Velho, o conjunto dos dados ainda aponta que há espaço para mais dois cortes nos EUA, o que tende a manter o dólar mais comportado por aqui, aliviando também o canal dos juros.

Apesar da sessão morna de hoje, o saldo da semana foi de ganho de inclinação da curva a termo, com relativa estabilidade na parte curta da curva e alta dos vencimentos mais longos. O IPCA-15 de agosto ficou aquém das expectativas do mercado, ao subir 0,48%, mas economistas avaliaram que as fortes deflações em preços de alguns serviços observadas no índice foram pontuais. A ata do Copom foi interpretada por alguns agentes como ligeiramente mais 'dove' do que o comunicado que acompanhou a decisão de manter a Selic em 15%. No entanto, o Relatório de Política Monetária (RPM) trouxe manutenção das projeções de inflação em 3% até o primeiro trimestre de 2028 e revisou a estimativa de hiato do produto do BC para cima, de 0,5% a 0,7%.

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Ao participar de evento do Citi no fim da manhã, o diretor de Política Econômica do Banco Central, Diogo Guillen, reforçou a postura conservadora das últimas comunicações da autarquia, em declarações que pouco mexeram nas taxas futuras. Segundo Guillen, a instituição segue desconfortável com as expectativas inflacionárias desancoradas e as incertezas continuam elevadas, com riscos relacionados à governança, ao quadro fiscal e ao efeito da política tarifária dos Estados Unidos. O diretor também fez questão de reiterar que o mercado de trabalho permanece "resiliente e dinâmico".

Na próxima semana, os agentes estarão atentos aos resultados fiscais do governo central e do setor público consolidado, assim como a números do mercado de trabalho local e dos Estados Unidos. A taxa de desemprego brasileira será divulgada pelo IBGE na terça-feira, enquanto, nos EUA, o payroll será conhecido na sexta. "Serão números com potencial de impactar os mercados - pela importância nas discussões de corte de juros - e parece-nos haver uma assimetria negativa, com riscos de números mais fracos que a previsão do consenso", avalia o Santander.

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