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Taxas de juros têm recuo modesto com otimismo sobre diálogo entre Israel e Líbano

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Os juros futuros encerraram o pregão desta quinta-feira, 9, em queda moderada, após terem oscilado entre altas e baixas pela manhã, na esteira do aumento do otimismo na segunda etapa da sessão com notícias sobre tratativas entre Israel e Líbano. As negociações, solicitadas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, ao premiê israelense, Benjamin Netanyahu, teriam como objetivo facilitar o caminho para uma resolução entre Washington e o Irã.

No fechamento, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 recuou de 13,952% no ajuste anterior a 13,92%. O DI para janeiro de 2029 cedeu de 13,357% do ajuste para 13,305%. O DI para janeiro de 2031 terminou a sessão em 13,465%, de 13,503% no ajuste precedente.

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A virada para o terreno negativo dos DIs começou perto de 12h20, quando a NBC noticiou que Trump fez um apelo a Netanyahu para reduzir os ataques de Israel no Líbano em uma ligação telefônica na quarta-feira. O pedido teria como objetivo, segundo um alto funcionário da administração Trump, ajudar a garantir o sucesso das tratativas com Teerã.

Em seguida, Netanyahu divulgou comunicado em que anunciou que instruiu seu governo a iniciar as negociações diretas com o Líbano "o mais rápido possível". O diálogo, de acordo com o Axios, deve começar na próxima semana.

Com os ataques recentes no Oriente Médio, o petróleo fechou em alta comedida na sessão desta quinta, de 3,66% no barril do WTI para maio e de 1,23% no Brent para junho, ambos abaixo de US$ 100. O movimento perdeu bastante ímpeto depois dos sinais de avanços na diplomacia entre Israel e Líbano. Pela manhã, tanto o Brent quanto o WTI operavam perto de US$ 100 o barril.

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Economista-chefe da Ativa Investimentos, Étore Sanchez aponta que há também grande expectativa sobre o fim de semana, quando o vice-presidente americano, JD Vance, liderará negociações do lado de Washington em reunião com representantes iranianos em Islamabad, no Paquistão.

"No fim das contas os Treasuries também estão andando bem e por aqui refletimos o bom humor mundial, e também o excesso de 'gordura' de política monetária que temos para queimar", diz Sanchez, para quem a Selic, atualmente em 14,75%, encerrará 2026 em 11%. A mediana de estimativas do boletim Focus projeta a taxa em 12,50% ao final do ano, enquanto a precificação da curva de juros indica cerca de 13,50%.

"Ainda é um 'call' acanhado", avalia o economista. A premissa para seu cenário-base é a curva futura dos preços do petróleo, que indica uma queda acentuada no segundo semestre. "Isso vai fazer com o que os modelos do Banco Central coloquem as expectativas inflacionárias mais para baixo no horizonte relevante", afirmou.

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O Goldman Sachs diminuiu sua previsão para os preços do petróleo no segundo trimestre após o cessar-fogo temporário entre EUA e Irã, citando menor prêmio de risco no curto prazo. A instituição projeta que o Brent, referência para a Petrobras, ficará em US$ 90 o barril, e o WTI em US$ 87 o barril no período, de US$ 99 e US$ 91 antes, pela ordem. O Goldman pondera que os riscos seguem inclinados para cima, diante da possibilidade de novas interrupções na oferta.

Voltando aos poucos a ofertar lotes maiores, o Tesouro Nacional vendeu nesta quinta todas as 12 milhões de Letras do Tesouro Nacional (LTN) colocadas no mercado, assim como todo o volume de 3 milhões de Notas do Tesouro Nacional - Série F (NTN-F). "Foi um leilão dentro do esperado, o que conversa com o fechamento da curva", avalia Sanchez, da Ativa.

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