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Taxas de juros têm forte baixa e tocam mínimas após Trump prever fim próximo para guerra

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Com investidores ansiosos por sinais que deem alguma previsibilidade para o conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, as breves declarações do presidente norte-americano, Donald Trump, à CBS News de que a guerra pode terminar em breve e está quase completa irrigaram o mercado de otimismo. As falas, que ocorreram por volta das 16h30, provocaram queda livre do dólar, das cotações de petróleo, dos retornos dos Treasuries e deram alívio à curva de juros.

Na primeira etapa do pregão, os juros curtos chegaram a avançar quase 15 pontos-base, refletindo um cenário menos convicto para um corte da Selic em março. Os juros longos, por sua vez, já subiam menos na sessão com ajuda do dólar comportado e do ambiente global de menor aversão ao risco. Por volta das 16h20, porém - pouco antes das falas de Trump - as taxas pararam de ser atualizadas. A B3 informou ao Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) que, "por razões de ordem técnica", a negociação dos contratos futuros de DI1 estavam "indisponíveis", sem entrar em maiores detalhes.

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Após normalização, a dinâmica era de forte queda dos DIs. Encerrados os negócios, a taxa do contrato de DI para janeiro de 2027 recuou de 13,652% no ajuste de sexta-feira para 13,555%. O DI para janeiro de 2029 cedeu de 13,265% no ajuste anterior a 13,13%. O DI para janeiro de 2031 caiu para 13,46%, vindo de 13,648% no ajuste.

Até o início da tarde, o salto do barril do petróleo na sessão, que chegou a operar acima de US$ 100, em seu maior patamar desde junho de 2022, aumentava a probabilidade implícita na curva futura de um corte de apenas 25 pontos-base na reunião de março do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. A chance de um corte de 50 pontos-base minguava.

"Eu acredito que a guerra está bem completa. Eles não possuem Marinha, comunicações ou Força Aérea", disse o republicano por telefone à CBS News. De acordo com Trump, os EUA estão "bem adiantados" em sua estimativa inicial de duração de guerra, de 4 a 5 semanas. As falas trouxeram alento após um fluxo de notícias bastante negativo sobre a situação no Oriente Médio, como o fechamento no Estreito de Ormuz, o anúncio da nomeação de Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei, morto no conflito, como líder supremo do Irã, e redução da produção de óleo em países da região.

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Depois da entrevista do líder norte-americano, a redução da Selic apontada pela curva futura em março aumentou a 32 pontos-base, vindo de 28 pontos-base por volta das 15h30, segundo cálculos de Flávio Serrano, economista-chefe do banco BMG. A taxa Selic projetada para o final de 2026 caiu de 13,10% para 12,90%. Serrano continua prevendo que o BC vai diminuir a Selic em 0,5 ponto este mês, mas pode mudar a estimativa dependendo dos dados econômicos a serem divulgados esta semana, com destaque para o IPCA de fevereiro, e de como vão ficar as cotações do petróleo.

"Acho que a convicção de um corte de 50 pontos-base na próxima reunião ficou maior, ainda mais se de fato os anúncios que Trump fizer após o fechamento do mercado reforçarem a tendência de queda do preço do petróleo", afirmou André Muller, economista-chefe da AZ Quest, que também prevê uma redução desta magnitude para a Selic em março.

Segundo Muller, mesmo antes dos novos prognósticos de Trump sobre o fim do conflito, a moderação da escalada do petróleo e a valorização do real ao longo do dia retiraram pressão da parte mais longa da curva. Já na parte curta, a volatilidade nas cotações da commodity energética deixaram o mercado sem parâmetro neste momento, disse. "Hoje ainda há pouca clareza, mas em tese é um choque que vai ser temporário", avaliou.

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