Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Economia

publicidade
ECONOMIA

Taxas de juros futuras se acomodam e têm leve recuo após discurso duro de Galípolo

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

Após o significativo deslocamento para baixo na curva a termo na terça, na esteira de sinais considerados mais inclinados a cortes presentes na ata do Comitê de Política Monetária (Copom) e da surpresa benigna com a inflação de outubro, os juros futuros mostraram oscilação contida nesta quarta-feira, 12, entre altas e quedas, sendo que o sinal ligeiramente negativo predominou.

Fechado na sessão anterior devido ao feriado do Dia do Veterano, o mercado de títulos soberanos americanos, cujos rendimentos recuaram, forneceu algum alívio às taxas locais. Os DIs, no entanto, encontraram pouco espaço para ceder em meio à apreciação do dólar no pregão e a falas de autoridades do Banco Central que retomaram o tom conservador.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Encerrados os negócios, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 oscilou de 13,666% no ajuste de terça para 13,640%. O DI para janeiro de 2029 passou de 12,846% no ajuste anterior para 12,810%. O DI para janeiro de 2031 marcou 13,150%, vindo de 13,175% no ajuste antecedente.

Em dois compromissos públicos nesta quarta, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, esfriou o otimismo dos investidores. Pela manhã, durante coletiva de imprensa sobre o Relatório de Estabilidade Financeira (REF) da autarquia, Galípolo reiterou que o principal objetivo é atingir a meta de inflação, e que o BC seguirá fazendo o necessário para alcançá-la.

O comandante do BC ressaltou que a persistência da desancoragem das expectativas inflacionárias exige a manutenção de uma política monetária vigilante e afirmou explicitamente que, "se alguém entendeu algum sinal em nossa comunicação sobre o futuro, entendeu errado". Também na coletiva, o diretor de Política Econômica da instituição, Diogo Guillen, observou que as estimativas sobre o impacto da isenção do imposto de renda no modelo de projeção do BC - um dos pontos da ata que mais animou os mercados ontem - ainda são preliminares. Na parte da tarde, em evento da Bradesco Asset, Galípolo praticamente repetiu o discurso feito mais cedo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Estrategista da One Wealth Management, Pedro Cutolo afirma que o mercado ficou em compasso de espera depois das falas mais duras dos integrantes do BC terem moderado o ímpeto dos investidores. "Todo mundo interpretou a ata como mais 'dovish', mas Galípolo voltou ao discurso de antes", comentou.

Na visão de Cutolo, levando em conta o esfriamento da atividade e a perspectiva de que, dentro de poucos meses, a inflação deve estar em patamar compatível com a meta, o Copom já teria condições técnicas para iniciar o ciclo de afrouxamento da Selic em dezembro.

"A questão é como conciliar isso com o discurso duro do BC. Não vejo como isso ocorrer, eles teriam que mudar muito o discurso", comentou o estrategista, para quem as declarações desta quarta foram no sentido de tentar evitar que o mercado antecipe muito as apostas para o começo do relaxamento monetário. "Quando isso acontece, a política monetária não consegue atuar. O discurso tem essa prerrogativa".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, o pregão foi de acomodação na curva de juros, em seguida ao declínio expressivo de todos os vencimentos na véspera, quando o mercado atingiu os menores níveis no ano. "A alta do dólar atuou no sentido de limitar o alívio nas taxas, enquanto a queda dos rendimentos dos Treasuries ajudou a conter movimentos mais expressivos", disse.

No campo dos indicadores, o IBGE publicou nesta quarta a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS). O volume prestado pelo setor avançou 0,6% entre agosto e setembro, feitos os ajustes sazonais, pouco acima da mediana de estimativas coletada pelo Projeções Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, de expansão de 0,4%. O dado, para economistas, indicou resiliência dos serviços, mas não muda a percepção de que a atividade deve perder fôlego no terceiro trimestre, período para o qual grande número de analistas espera crescimento quase nulo do PIB sobre o trimestre anterior.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV