Leia a última edição
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Economia

publicidade
ECONOMIA

Taxas de juros futuras caem com corte da Selic próximo e Caged fraco

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

Após ter perdido tração na esteira do movimento global de aversão ao risco, devido ao aumento da tensão entre Estados Unidos e Irã, a queda dos juros futuros retomou fôlego na segunda etapa do pregão - o sétimo consecutivo de alívio na curva a termo.

Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que mostraram perda líquida maior que a prevista de vagas formais em dezembro, renovaram o ânimo dos investidores com o ciclo de afrouxamento monetário que se aproxima.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Tendo como principal vetor a sinalização clara de quarta do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central - de que, tudo o mais constante, deve haver corte da Selic em março -, importantes players do mercado voltaram a se posicionar em contratos futuros de DI, enquanto as apostas de redução de 50 pontos-base do juro básico na próxima reunião do Copom continuaram crescendo. A virada do dólar, que voltou a operar no terreno negativo ao longo da tarde, também deu suporte ao declínio dos juros futuros.

No fechamento, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 cedeu de 13,526% no ajuste de quarta para 13,475%. O DI para janeiro de 2029 diminuiu de 12,792% no ajuste antecedente a 12,695%. O DI para janeiro de 2031 recuou a 13,06%, vindo de 13,102% no ajuste anterior.

Os DIs começaram o dia caindo em bloco depois da surpresa dos agentes com o recado deixado pelo BC nesta quarta-feira, considerado mais explícito, sobre o próximo passo da política monetária. O comunicado que acompanhou a decisão de manter a Selic em 15% apontou que "o Comitê antevê, em se confirmando o cenário esperado, iniciar a flexibilização da política monetária em sua próxima reunião".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No início da tarde, porém, o dólar passou a operar em alta, em linha com o mau humor vindo do cenário externo, após renovadas ameaças entre Washington e Teerã, o que diluiu o fechamento da curva a termo. A partir das 14h30, quando o Caged de dezembro e de 2025 foi divulgado pelo Ministério do Trabalho, o DI para janeiro de 2027 voltou a ceder cerca de 5 pontos-base ante o ajuste, e o miolo da curva, cerca de 10 pontos-base. No último mês, houve perda líquida de 618.164 vagas com carteira assinada, quando a expectativa mediana do Projeções Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, indicava saldo negativo de 481.300 postos.

Nos cálculos com ajuste sazonal do Inter, o saldo de vagas celetistas ficou perto de zero em dezembro. "Tendo em vista o comunicado do Copom na reunião de quarta, o resultado do Caged vai na direção do cenário projetado pelo Comitê, que pretende iniciar o ciclo de cortes em março", avalia o economista André Valério.

Para o estrategista-chefe da RB Investimentos, Gustavo Cruz, o indicador foi secundário para determinar a movimentação dos DIs nesta quinta-feira, 29, que responderam mais, em sua visão, à indicação do Copom para março. Após a reunião de quarta, Cruz passou a projetar redução de 0,50 ponto da Selic no próximo encontro do colegiado, ante 0,25 ponto anteriormente.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Ficou óbvio que o corte vai começar em março, e dá para entender porque a curva inteira se ajustou para baixo logo que o mercado abriu. O mercado americano mudou um pouco a situação, mas por aqui, a discussão segue sobre se o primeiro corte será de 0,25 ou 0,50 ponto", diz Cruz, que aposta no segundo cenário, e espera que a Selic alcance 11,5% até o final de 2026.

Nos cálculos de Luciano Rostagno, estrategista-chefe da EPS Investimentos, a precificação implícita na curva apontava, na parte da tarde, 80% de chance de ajuste de 0,50 ponto do juro básico em março, contra 20% de probabilidade de corte de 0,25 ponto. Já a Selic terminal precificada para 2026 recuou ligeiramente entre a primeira e a segunda etapas do pregão, de 11,95% a 11,85%.

Com o ciclo de afrouxamento monetário próximo, o Citi voltou a se posicionar no mercado de juros futuros brasileiro. "Com um corte à vista (o Citi espera um corte de 25 pontos-base na reunião de março), iniciamos uma posição aplicada nos DIs de janeiro de 2029", informa a instituição em relatório a clientes.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline