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Taxas de juros fecham de lado, apesar de alta do dólar e dos rendimentos dos Treasuries

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Os juros futuros negociados na B3 tiveram um pregão de relativa calmaria nesta quarta-feira, 18, de Cinzas. Desde o início da sessão, mais curta e com liquidez enxuta, as taxas se consolidaram em queda modesta. Dado o baixo volume, porém, que amplifica as oscilações, vértices médios e longos registraram máximas intradia ao final do pregão, mas fecharam praticamente de lado.

O maior apetite ao risco vindo de fora conferiu perda de inclinação à curva a termo, que persistiu mesmo após o dólar ter deixado o terreno negativo e passado a operar em alta, renovando máximas a partir das 15h.

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Enquanto o real foi penalizado pelo fortalecimento global da divisa americana, agentes avaliam que, para os juros, a perspectiva bem precificada de corte de 50 pontos-base da Selic em março, em um dia sem grandes catalisadores locais, teve maior peso. O aumento nos yields dos Treasuries, com os investidores saindo da segurança da renda fixa americana, também não alterou a dinâmica dos Dis.

Encerrados os negócios, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 oscilou de 13,313% no ajuste de sexta-feira para 13,315%. O DI para janeiro de 2029 cedeu de 12,678% no ajuste anterior a máxima intradia de 12,66%. O DI para janeiro de 2031 fechou em máxima intraday de 13,08%, vindo de 13,097% no ajuste antecedente.

Único dado divulgado no âmbito doméstico, o boletim Focus trouxe poucas alterações em relação à semana anterior. A mediana de projeções para a alta do IPCA neste ano teve ligeira redução, de 3,97% a 3,95%. As estimativas para 2027 e 2028 seguiram no mesmo patamar pela 15ª semana seguida, em 3,8% e 3,5%, respectivamente. A projeção para a inflação em 2029, de 3,5%, também não mudou.

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O consenso de mercado para a Selic no horizonte pesquisado pelo BC ficou igualmente inalterado: 12,25% no final de 2026; 10,5% no final de 2027; 10,5% no final de 2028; e 9,5% no final de 2029.

Especialista em investimentos da Nomad, Bruno Shahini aponta que as revisões baixistas para o IPCA de 2026 observadas nas últimas seis semanas deram suporte à aposta majoritária de que o Comitê de Política Monetária (Copom) vai reduzir os juros em 50 pontos-base no próximo mês. Por outro lado, o menor volume de negociações e a ausência de gatilhos mais fortes limitou as variações das taxas futuras, disse, em um pregão mais marcado por ajustes técnicos.

"Os DIs estão respondendo à precificação dos cortes da Selic", concorda Felipe Tavares, economista-chefe da BGC Liquidez. "As últimas falas do presidente do BC, Gabriel Galípolo trouxeram esse conforto para o mercado. A curva se ajusta a essa expectativa de cortes, que foi reforçada com o IPCA deste ano vindo com uma nova revisão para baixo no Focus", observou.

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Para Gustavo Jesus, sócio da Victrix Capital, o mercado parece estar começando a embarcar no trade de fechamento de taxas que geralmente ocorre em períodos de corte de juros. "Historicamente este costuma ser um período bom para estar aplicado. Geralmente o mercado subestima o ciclo total de corte, o que é o caso no Brasil", avaliou.

O exterior, por sua vez, também conferiu alívio à curva a termo nesta quarta, a despeito da abertura da curva dos Treasuries e da valorização do dólar. Segundo Tavares, da BGC, as taxas futuras responderam ao 'risk-on' global, com o investidor estrangeiro ainda olhando para ativos brasileiros de forma mais positiva.

Publicada na etapa final da sessão, a ata da última reunião do Federal Reserve (Fed) ainda trouxe tom de cautela, acelerando a alta dos retornos das Treasuries depois de sua divulgação, mas sem impacto nos DIs. De acordo com o documento, vários dirigentes do banco central americano julgam que cortes nos juros seriam apropriados se a inflação convergir à meta, mas essa trajetória deve ser lenta e irregular. "Flexibilizar mais os juros poderia indicar compromisso menor com meta de 2%", diz a ata.

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Shahini, da Nomad, lembra que os números do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA e do índice de preços de gastos com consumo (PCE, em inglês), a serem conhecidos na sexta-feira, também podem ter contribuído para que o mercado tenha evitado tomar posições mais direcionais, além do feriado.

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