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Taxas de juros curtas têm leve baixa com serviços mais fracos em dezembro

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Os juros futuros negociados na B3 não acompanharam a piora do comportamento do dólar e da Bolsa na segunda etapa do pregão, terminando a sessão praticamente de lado.

Os trechos mais curtos encontraram espaço para ampliar ligeiramente o recuo no meio da tarde, que, no entanto, não chegou a ultrapassar 2 pontos-base ante os ajustes. Sem gatilhos mais fortes na sessão, a retração da atividade dos serviços de dezembro, divulgada na abertura dos negócios, apenas referendou a perspectiva de que o corte da Selic em março deve ser de 0,5 ponto porcentual.

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Os vértices médios e longos também desceram mais um degrau ao longo da tarde, tendo como pano de fundo o forte fechamento da curva dos Treasuries nesta quinta-feira, 12, em meio ao sentimento de cautela no ambiente externo. Do lado doméstico, o Tesouro Nacional adotou postura mais ativa e aumentou o ritmo de emissões de prefixados no certame de hoje, mas não houve pressão na curva nominal, com maior concentração em vértices mais curtos e reação positiva do mercado.

Encerrados os negócios, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 cedeu de 13,332% no ajuste de terça para 13,325%. O DI para janeiro de 2028 oscilou de 12,641% no ajuste anterior a 12,64%. O DI para janeiro de 2029 fechou igual ao ajuste, em 12,71%, e a taxa negociada para janeiro de 2031 caiu levemente, de 13,155% a 13,145%.

Principal indicador do dia em uma agenda doméstica escassa, a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) mostrou que a atividade no setor ficou 0,4% menor em dezembro ante novembro, feitos os ajustes sazonais, enquanto a mediana do Projeções Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, projetava redução mais branda, de 0,1%.

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O desempenho um pouco mais fraco não mudou apostas para a trajetória da Selic à frente, mas consolidou a percepção de que o Produto Interno Bruto (PIB) deve ter crescimento praticamente nulo no quarto trimestre, o que traz conforto para que o Banco Central (BC) dê início ao processo de calibragem dos juros em março.

"Após o resultado as curvas de juros se mantiveram mistas, mostrando que o dado não deve ter impacto significativo na próxima reunião do Copom. A curva continua precificando um corte inicial de 0,5 p.p. da Selic em março", apontou Sara Paixão, analista de macroeconomia da InvestSmart XP.

Diretor de análise da Zero Markets Brasil, Marcos Praça afirma que o indicador dos serviços evidencia que o "socorro" do BC à economia, cortando os juros, é necessário. Mas como o mercado não compra um ciclo de afrouxamento robusto diante do tom conservador nas últimas comunicações do BC, há pouca movimentação nos vértices curtos, que respondem mais à política monetária. "Já foi dito pelo presidente do BC, Gabriel Galípolo que a ideia é ir no 'conta-gotas'", disse.

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Os trechos intermediários e longos, por sua vez, que rondavam estabilidade no começo da tarde, passaram a operar em viés de queda por volta das 14h, influenciados pelo alívio vindo dos yields dos Treasuries, mas também não tiveram fôlego para se afastar muito dos ajustes.

Praça observa que, desde a última quinta, todos os contratos de DI a partir de 2030 praticamente não se moveram. "A perda é mínima na ponta curta, e a longa reflete o risco-país, que está bem incerto", avalia, tendo em vista a crise institucional deflagrada pelo caso do banco Master e quadro eleitoral ainda pouco claro.

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