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Taxas de juros andam de lado na sessão, apesar de alívio do dólar

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Os juros futuros intermediários e longos negociados na B3 operaram em baixa contida em boa parte do pregão desta segunda-feira, 13, mas apagaram o sinal negativo no final da sessão e encerraram o dia praticamente estáveis ante os ajustes. Sem a referência do mercado de Treasuries, fechado devido ao feriado de Colombo nos Estados Unidos, as taxas contaram com algum suporte da boa performance do real, mas a melhora na curva a termo foi tímida em comparação com o declínio de quase 0,8% do dólar na sessão, o que ainda reflete a apreensão sobre o quadro fiscal doméstico.

No fechamento, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 passou de 13,995% no ajuste de sexta-feira a máxima intradia de 14,030%. O DI para janeiro de 2028 oscilou de 13,419% no ajuste para 13,430%. O DI para janeiro de 2029 ficou em 13,410%, vindo de 13,411% no ajuste. O DI para janeiro de 2031 cedeu ligeiramente, de 13,684% no ajuste a 13,680%.

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Depois de ter ameaçado a China na última sexta-feira com tarifas adicionais de 100%, o presidente dos EUA, Donald Trump, moderou o tom no domingo, ao afirmar que Washington, na verdade, quer ajudar Pequim, e que o presidente chinês, Xi Jinping, "apenas teve um momento ruim" ao estabelecer restrições às exportações de terras raras. A postura mais conciliadora do republicano teve efeito positivo sobre os ativos domésticos, mas entre eles, o mercado de juros foi o menos beneficiado.

Para Eduardo Velho, economista-chefe da Equador Investimentos, o alívio do dólar influenciou o viés negativo das taxas mais longas na sessão de hoje. Mas a redução, que não chegou a 3 pontos-base nos DIs a partir de 2030, foi limitada pelas dúvidas sobre quais serão os próximos passos do governo após o fracasso da Medida Provisória (MP) 1.303. A arrecadação gerada com a MP, que apresentava alternativas ao aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), estava nas previsões do Executivo para cumprir a meta fiscal de 2026.

Nesta quarta-feira, o presidente Lula deve se reunir com ministros de sua equipe para discutir opções viáveis de receita após a rejeição da MP do IOF pela Câmara na semana passada.

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"O mercado está cauteloso, à espera do que o governo vai decidir nesta quarta", diz Velho, destacando que as opções na mesa não são muitas - mudança da meta fiscal, corte de gastos com emendas parlamentares ou ministérios que não sejam prioritários, antecipação de leilões do pré-sal e mais dividendos vindos do BNDES, entre outros. "O mercado está na berlinda aguardando essa resposta do governo na quarta", aponta o economista. Até lá, em sua visão, os movimentos na curva a termo serão restritos.

Do lado dos indicadores, o boletim Focus apontou nova queda nas estimativas de inflação para este ano, depois de o IPCA de setembro ter surpreendido favoravelmente. A mediana para a alta do indicador em 2025 diminuiu de 4,80% para 4,72%, terceira redução seguida, mas permaneceu inalterada para 2026 e 2027, em 4,28% e 3,90%, respectivamente. Para 2028, o consenso de mercado foi levemente ajustado para baixo, de 3,70% para 3,68%.

"Vemos a melhora nas expectativas de inflação de curto prazo como necessária, mas não suficiente para antecipar o momento de flexibilização monetária por parte do Banco Central, já que as expectativas de longo prazo permanecem distantes da meta e considerando o esperado aumento do ruído fiscal daqui até o final do ano", afirma Roberto Secemski, economista-chefe para Brasil do Barclays, em relatório a clientes.

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No cenário do banco britânico, o Comitê de Política Monetária (Copom) vai começar a reduzir a Selic em março do próximo ano. O orçamento total de cortes deve ser relativamente modesto, avalia Secemski, e a taxa básica deve sair dos atuais 15% para 12,75% até o terceiro trimestre de 2026.

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