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Tarifas sob julgamento: EUA avaliam alternativas para o caso de derrota na Suprema Corte

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O diretor do Conselho Econômico Nacional dos Estados Unidos, Kevin Hassett, afirmou nesta quarta-feira, 12, que o governo avalia alternativas para manter as tarifas em vigor, caso a Suprema Corte decida contra a Casa Branca no processo que discute a legalidade das medidas. "Estamos analisando opções e autoridades alternativas se a Suprema Corte decidir contra o governo no caso das tarifas", disse.

A Constituição americana atribui ao Congresso o poder de instituir impostos, porém, o presidente Donald Trump afirmou que uma lei de 1977 o concedia autoridade para impor tarifas de forma unilateral em situações de emergência.

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Segundo Hassett, entre as possibilidades, em caso de derrota na Suprema Corte, está o uso das seções 301 e 122 das leis comerciais americanas. A seção 301 - utilizada para uma investigação aberta contra o Brasil, em julho - permite impor tarifas a países considerados culpados de práticas comerciais desleais, enquanto a seção 122 autoriza medidas temporárias de ajuste de balanço de pagamentos.

Ele afirmou que eventuais efeitos de custos das tarifas "são um ajuste de nível, não um fator inflacionário" e disse esperar uma queda expressiva nos preços de produtos importados. "Espero ver uma grande redução no preço dos bens importados da China e de outros países", declarou.

O que se discute

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Em abril, Trump anunciou tarifas sobre importações provenientes de mais de cem parceiros comerciais, justificando a medida como necessária para reduzir o déficit comercial do país.

A Suprema Corte dos Estados Unidos está analisando a legalidade da política econômica do governo, que utiliza poderes emergenciais para impor tarifas amplas a quase todos os parceiros comerciais do país, situação que gera impacto tanto na economia americana quanto na economia global. Esta é a primeira vez que os juízes examinam o fundamento jurídico de uma das principais iniciativas da administração Trump em seu segundo mandato.

De acordo com o New York Times, se a Suprema Corte entender que as tarifas configuram uma forma de tributação, é possível que as considere inconstitucionais, já que o poder de criar impostos pertence ao Congresso.

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Por outro lado, se os juízes concluírem que as tarifas são instrumentos de política externa, elas poderão ser mantidas como parte das prerrogativas do Executivo.

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