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Stone demite cerca de 3% dos funcionários e elimina vagas de tecnologia

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A Stone promoveu uma rodada de demissões que afetou principalmente o setor de tecnologia da empresa de maquininhas, apurou o Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado. Segundo pessoas a par do assunto, os desligamentos atingiram cerca de 3% da força de trabalho da fintech, que tem aproximadamente 14 mil funcionários. As estimativas indicam que entre 300 e 400 pessoas foram desligadas.

O CEO do grupo, Mateus Scherer, que assumiu o cargo no começo deste mês, comunicou os cortes em uma mensagem disparada internamente.

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De acordo com relatos de profissionais, a redução do quadro de trabalhadores foi apresentada como uma reestruturação em busca de maior eficiência.

A empresa teria indicado que o avanço em iniciativas de inteligência artificial também teria contribuído para a decisão, conforme uma pessoa com conhecimento do processo, que pediu anonimato.

Em nota, a Stone afirma ter feito um "ajuste pontual" na estrutura como parte de um processo contínuo de simplificação e ganho de eficiência.

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As operações seguem normalmente, sem impacto para clientes ou parceiros, de acordo com o comunicado.

Também em nota, o Sindicato dos Trabalhadores em Tecnologia da Informação do Estado de São Paulo (SINDPD-SP) repudiou as demissões em massa promovidas pela Stone.

A entidade cita entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) de que desligamentos desse tipo devem ser precedidos de negociações com o sindicato representativo da categoria. "Ao ignorar esse princípio e realizar cortes em massa durante o período de negociação do acordo coletivo, a Stone afronta não apenas os trabalhadores atingidos, mas também o próprio sistema de relações de trabalho previsto na Constituição", critica.

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O sindicato acrescentou que acionará a Justiça do Trabalho e pedirá reintegração dos trabalhadores dispensados, diante do que chama de "evidente prática antissindical".

Sob pressão

Na terça-feira da semana passada, a ação da Stone chegou a despencar quase 20% nas mínimas do pregão, no dia seguinte à divulgação do balanço do quarto trimestre.

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A companhia enfrentou uma desaceleração no valor transacionado (TPV, na sigla em inglês) na adquirência, que cresceu 5,3% no comparativo anual, a R$ 151 bilhões, depois de ter avançado quase 9% nos três meses anteriores. O movimento foi atribuído ao cenário macroeconômico "desafiador" e a dificuldades internas, como problemas no processo de integração de novos clientes.

Investidores também esperavam mais clareza sobre a distribuição aos acionistas dos proventos oriundos da venda da Linx para a Totvs, concluída no final de fevereiro.

A Stone obteve R$ 3,08 bilhões com a operação, mas disse que definirá apenas em abril se distribuirá os recursos via dividendo ou recompra de ações.

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