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Sem NY, piora na percepção de risco por tarifas de Trump à Europa atinge Ibovespa

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A ausência das bolsas de Nova York nesta segunda-feira, 19, pode minguar o volume de negócios na B3, mas não evita uma queda do Ibovespa no início da sessão. A piora na relação entre Estados Unidos e Europa gera aversão ao risco no exterior, devendo direcionar o Índice Bovespa ao longo do dia.

Segundo Bruna Sene, analista de renda variável da Rico, o pregão desta segunda-feira pode ter um desempenho mais contido, com um volume negociado menor devido ao feriado nos EUA. "Isso porque o investidor estrangeiro, que hoje responde por cerca de 60% do volume do mercado à vista, costuma reduzir participação em dias como este", estima.

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As commodities recuam. O minério de ferro fechou em queda de 2,58% em Dalian, na China, onde o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 5% em 2025, na meta. O petróleo cai perto de 0,50%, mas metais preciosos como o ouro avança.

Em meio à agenda esvaziada nos próximos dias no Brasil, além do comportamento dos ativos no exterior as atenções hoje se concentram na entrevista que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, concederá ao canal de noticias UOL nesta manhã e no início do pagamento de clientes do Banco Master pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Ainda, fica no radar a abertura do Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça.

Ao longo da semana, a atenção se volta para uma agenda internacional carregada, ressalta em nota Bruno Botelho, especialista em câmbio da ONE Investimentos. Ele cita, por exemplo, o discurso do presidente dos EUA, Donald Trump, na quarta-feira, em Davos, que pode trazer novas sinalizações sobre política comercial e fiscal.

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Na quinta-feira, acrescenta Botelho, os destaques ficam por conta do PIB dos EUA, além dos dados de pedidos de seguro-desemprego e do núcleo do índice de preços PCE, principal indicador de inflação acompanhado pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano). "Na sexta-feira, saem os PMIs índices de gerentes de compras de serviços e da indústria, que ajudam a calibrar as expectativas sobre o ritmo da atividade econômica americana."

A uma semana do Comitê de Política Monetária (Copom) e da divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) na semana que vem, hoje foi divulgado o boletim Focus, com destaque a uma nova desaceleração nas estimativas para a inflação.

A mediana do relatório Focus para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 4,05% para 4,02%. A taxa está 0,48 ponto porcentual abaixo do teto da meta contínua de inflação, de 4,50%.

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Após dados fortes de atividade informados na semana passada, as estimativas no Focus para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) ficaram inalteradas em 1,80% para 2026 e 2027. Também foram mantidas as expectativas para a Selic ao final deste ano (12,25%) e de 2027 (10,50%). Para 2028, subiu de 9,88% para 10% ao ano.

Nesta manhã, os índices futuros de ações norte-americanos e as bolsas europeias recuam com força. O mercado à vista americano não abre, devido ao feriado de Martin Luther King nos Estados Unidos.

De olho na aquisição da Groenlândia, no fim de semana, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou a imposição de tarifas progressivas sobre mercadorias de oito países europeus. A medida é uma forma de o republicano pressionar um acordo para a "compra completa e total" da Groenlândia, território autônomo pertencente ao Reino da Dinamarca. As tarifas começam em 10% a partir de 1º de fevereiro de 2026 e sobem para 25% em 1º de junho, caso não haja avanço nas negociações. Embaixadores dos 27 países da União Europeia realizaram uma reunião de emergência ontem, em Bruxelas com o objetivo de formular uma resposta comum à ameaça de Trump.

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Na sexta-feira, o Ibovespa fechou em baixa de 0,46%, aos 164.799,98 pontos. Encerrou a semana com valorização de 0,88%.

Às 11h41 desta segunda-feira, o Índice Bovespa caía 0,06%, aos 164.698,43 ponto. Subiu 0,17%, na máxima em 165.085,61 pontos, após iniciar a sessão em 164.800,07 pontos, com variação zero.

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