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'Se pagarem o que o trabalhador quer, a mão de obra aparece', diz presidente do Simpi

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O presidente do Sindicato da Micro e Pequena Indústria do Estado de São Paulo (Simpi), Joseph Couri, ao responder sobre se acredita que o fim da jornada 6 por 1 vai agravar em algum momento a escassez de mão de obra que o já aquecido mercado de trabalho provoca, foi categórico: "Se pagarem o que o trabalhador quer, a mão de obra aparece."

Em meio ao debate sobre a redução da jornada de trabalho, tem surgido várias reflexões. Entre elas, a de que setores que não podem interromper suas atividades aos fins de semana e que precisarão contratar os chamados "folguistas" enfrentarão dificuldades para encontrar mão de obra. Mas, para o Couri, esse não é o principal problema, dado que, segundo ele, mão de obra existe. Ela só está sendo deslocada para os aplicativos, que pagam mais do que as empresas.

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Para atrair estes trabalhadores, as empresas menores, mais intensivas em mão de obra e com baixa capacidade de se automatizarem, vão ter que passar a oferecer salários maiores, o que significará mais custos. Nesse sentido, disse Couri, o Simpi entende que será preciso algum tipo de contrapartida tributária para essas empresas.

"Que a mudança será aprovada, eu não tenho dúvida. Até porque é uma tendência mundial. Mas o maior impacto vai ser sobre os pequenos negócios, que não conseguem repassar aumentos de custos. Se não tiver uma contrapartida, as empresas serão empurradas para a informalidade", disse ele, reiterando que, para trazer trabalhadores para a formalidade, hoje a empresa terá que oferecer salários melhores.

Outro ponto de preocupação, segundo Couri, é o desencontro entre as propostas do Executivo e do Legislativo já que, enquanto o Executivo defende redução da jornada de 44 para 40 horas semanais, parte do Parlamento quer reduzi-la para 36 horas.

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