Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Economia

publicidade
ECONOMIA

'Quinquênio' liberado pelo STF tem impacto de R$ 1,1 bilhão ao ano para cofres públicos

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

O pagamento do adicional por tempo de serviço conhecido como "quinquênio", cujo pagamento a juízes e membros do Ministério Público (MP) foi autorizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) nesta semana, pode custar R$ 1,1 bilhão por ano aos cofres públicos. O dado está entre os riscos fiscais previstos na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026.

O "quinquênio" consiste em um adicional de 5% a cada 5 anos de carreira, até chegar ao limite de 35%. O benefício havia sido extinto em 2006, mas vinha sendo aplicado em alguns tribunais nos últimos anos por meio de decisões administrativas. Em 2023, o Tribunal de Contas da União (TCU) chegou a suspender esses pagamentos, mas a decisão foi suspensa pelo ministro Dias Toffoli, do STF.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Em dezembro de 2023, o Novo ajuizou uma ação no Supremo questionando a postura administrativa adotada pelo Conselho da Justiça Federal e por Tribunais Federais e Estaduais de pagar parcelas retroativas do "quinquênio" desde 2006, com correção monetária e juros de mora, a magistrados que tivessem entrado na carreira antes do fim do benefício. A ação está sob relatoria do ministro Cristiano Zanin.

Em janeiro de 2024, a Advocacia-Geral da União (AGU) se manifestou contra o benefício, sob o argumento de que não há ofensa ao "direito adquirido" dos magistrados.

Além disso, dados citados pela AGU na manifestação mostram que a inclusão do "quinquênio" na folha de pagamento já representava um impacto anual de R$ 200,4 milhões. O pagamento retroativo, por sua vez, tinha impacto estimado de R$ 715,2 milhões.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Cumpre enfatizar que a chancela do pagamento de retroativos referentes ao adicional de tempo de serviço pode gerar efeito multiplicador para outras corporações, fomentando repercussões financeiras de difícil estimação", disse a AGU na ocasião.

Além de oficializar a volta do "quinquênio", a decisão do Supremo criou um limite para o recebimento de verbas indenizatórias de 35% do teto do funcionalismo (equivalente ao salário de um ministro do STF - R$ 46,3 mil). Somando os benefícios, os salários de magistrados, procuradores e promotores podem ultrapassar o teto em 70%, chegando a R$ 78 mil.

A decisão ainda previu um rol de verbas indenizatórias que continuam válidas, como diárias, ajuda de custo em caso de mudança e gratificação pelo exercício em comarca de difícil provimento.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Consequentemente, os pagamentos de todas as parcelas indenizatórias ou auxílios previstos em decisões administrativas, resoluções e leis estaduais são inconstitucionais, "devendo cessar imediatamente", determinou o Supremo.

Segundo os ministros, a decisão resulta em uma economia de R$ 7,3 bilhões para os cofres públicos, mas a fonte dessa estimativa não foi apresentada.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV