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Queda das commodities instiga correção do Ibovespa apesar de alta de futuros em NY e de Vale

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A despeito do viés positivo dos índices futuros de ações das bolsas de Nova York na manhã desta quinta-feira, 12, o Ibovespa cai, corrigindo parte do ganho de 2,03% na véspera. A queda ecoa ainda o declínio moderado de cerca de 0,50% do petróleo no exterior e de 0,20% no preço do minério de ferro em Dalian, na China.

Há instantes, o principal indicador da B3 acentuou o ritmo de desvalorização perdendo a marca dos 189 mil pontos da abertura na máxima (189.694,21 pontos, com variação zero).

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O recuo é limitado pela alta dos índices futuros de ações em Nova York e valorização de 0,70% em Vale, que divulga balanço após fechamento da B3, e cujas expectativas são de reversão de prejuízo para lucro no final de 2025.

"O Índice da B3 vem de um período de tendência de alta, rompeu a resistência dos 183, 184 mil pontos, tocou ontem pela primeira vez 190 mil pontos intradia. Quando tem esse movimento, é natural ficar mais lateralizado", diz Kevin Oliveira, sócio e advisor da Blue3.

Às 11h02, o Ibovespa caía 0,415, aos 188.924,87 pontos, ante recuo de 0,53%, na mínima em 188.701,42 pontos.

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O mercado abre digerindo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), enquanto espera os pedidos semanais de auxílio-desemprego nos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, investidores avaliam balanços já informados como os de Banco do Brasil e Ambev. Após o fechamento da B3, destaque é o resultado trimestral da mineradora Vale.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) o volume de serviços prestados caiu 0,4% em dezembro ante novembro. O resultado ficou maior do que a mediana das estimativas encontrada na pesquisa feita pelo Projeções Broadcast, de queda de 0,1% (de recuo de 1,0% a alta de 0,6%). No fechado de 2025 como um todo, houve alta de 2,8% - em linha com a mediana.

Os dados reforçam a expectativa de que o Comitê de Política Monetária (Copom) iniciará o ciclo de recuo da Selic em março, com a maioria das apostas em queda de 0,50 ponto porcentual na taxa, que está em 15,00% ao ano.

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Ontem, o Ibovespa encerrou em alta de 2,03%, aos 189.699,12 pontos pela primeira vez, após ter alcançado marca inédita de 190 mil pontos na máxima. O avanço continua sendo motivado pelo fluxo internacional. Ainda, a alta refletiu a pesquisa eleitoral Genial/Quaest, mostrando que a diferença entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa para a Presidência em 2026 em eventual segundo turno diminuiu.

"No Brasil, persiste o quadro benigno, impulsionado pelos fluxos estrangeiros positivos. Até o dia 10, ingressaram liquidamente mais de R$ 30 bilhões de recursos externos na B3, sendo quase R$ 5 bilhões apenas em fevereiro", ressalta em nota Silvio Campos Neto, economista sênior e sócio da Tendências Consultoria.

Às 11h15, o Ibovespa caía 0,15%, aos 189.5,19,58 pontos. As ações do Banco do Brasil subiam 3,29%. O BB encerrou o quarto trimestre de 2025 com lucro líquido ajustado de R$ 5,742 bilhões, queda de 40% em relação a igual período de 2024, mas alta de 51% ante o terceiro trimestre. O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE, na sigla em inglês) fechou o quarto trimestre em 12,4%, de 8,4% no terceiro trimestre deste ano e 20,8% há 12 meses.

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Em relação ao balanço da Vale do quarto trimestre de 2025, instituições consultadas pelo Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) esperam que a empresa alcance lucro de US$ 2,277 bilhões, revertendo o prejuízo de US$ 694 milhões registrado no período final de 2024.

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