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Produção da indústria têxtil brasileira deve crescer 1,1% em 2026, prevê Abit

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A Abit, entidade que representa os fabricantes de produtos têxteis e de confecção, anunciou hoje expectativas classificadas como cautelosas ao desempenho do setor neste ano. A direção da associação apontou as tensões na geopolítica, que trazem riscos de quebra nas cadeias de produção, e as eleições entre os pontos de incerteza, ao mesmo tempo em que os juros altos devem limitar o crescimento do consumo.

"Não estamos com uma expectativa de queda, mas também não temos a expectativa de um mercado aquecido", comentou Fernando Pimentel, diretor-superintendente da Abit, na apresentação dos prognósticos da entidade à imprensa.

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Na soma dos setores têxtil e de vestuário, a Abit prevê crescimento de 1,1% da produção neste ano, o que representa uma desaceleração frente à alta de 4,4% estimada em 2025. A previsão leva em conta a perspectiva de maior concorrência de produtos importados, cujo crescimento previsto é de 5,1%, em um mercado que deve crescer menos. A expectativa da Abit é de alta de apenas 0,7% das vendas no varejo. Já as exportações de vestuário e produtos têxteis do Brasil, conforme previsões da Abit, devem subir 3,3% em 2026.

Citando a revisão jurídica, encaminhada hoje, do acordo do Mercosul com a União Europeia e as ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de assumir o controle da Groenlândia, além da continuidade da guerra na Ucrânia e das tensões com o Irã, Pimentel observou que o cenário internacional demanda conservadorismo.

Segundo o superintendente da Abit, não há perspectiva de apaziguamento das tensões na geopolítica, o que leva a preocupações de empresários com o ritmo de crescimento da economia global, com o andamento da agenda ambiental e, principalmente, com as possíveis rupturas das cadeias de suprimento.

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Em paralelo, acrescentou, os juros no Brasil, apesar da tendência de baixa, seguirão em terreno contracionista - isto é, freando o crescimento. Pimentel disse que a Copa do Mundo pode estimular o mercado de vestuário esportivo, incluindo o consumo de camisas de seleções, porém sem movimentar tanto o setor como a Black Friday, o Dia das Mães e o Dia dos Namorados.

Segundo Pimentel, a elevação do salário mínimo e a isenção do imposto de renda a quem ganha até R$ 5 mil devem ajudar o consumo, mas a confiança do consumidor pode oscilar mais em razão das incertezas de uma eleição que tende a ser polarizada.

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