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Política monetária moderadamente restritiva nos EUA é adequada, afirma dirigente do Fed

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O presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) de Atlanta, Raphael Bostic, disse, ao participar de uma conversa moderada em evento do Birmingham Business, nesta sexta-feira, 20, que uma política moderadamente restritiva é adequada, considerando que o BC dos Estados Unidos não está contribuindo para a inflação. Ele analisou que, diante da força econômica do país, o Fed precisa "prestar atenção" aos preços.

Bostic disse que a última leitura da inflação, índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês), sugere que ainda está "muito longe" da meta de 2% e que os impactos das tarifas sobre os preços acabarão por se refletir nos preços, e a possível trajetória posterior será de volta a 2%.

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"Pesquisas indicam que as empresas esperam repassar mais custos de tarifas aos preços este ano, e as estratégias para evitar isso já se esgotaram", afirmou o dirigente do Fed.

Nesta sexta, a Suprema Corte votou para derrubar as tarifas globais impostas pelo presidente dos EUA, Donald Trump.

Em relação ao mercado de trabalho, o presidente da distrital de Atlanta mencionou que não houve preocupações em relação ao tema ultimamente e que, segundo ele, a sensação é de que a economia está em uma espécie de patamar de estagnação.

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Apesar da situação, Bostic prevê um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2,4% em 2026, 2,1% em 2027 e um retorno à tendência em 2028, com o crescimento deste ano exercendo pressão ascendente sobre a inflação. Para ele, qualquer crescimento acima de 1,8% sugere essa pressão. Além disso, na visão dele, "um grande estímulo fiscal", que está a caminho e será benéfico para a economia, também pressionará a inflação.

"Se a inflação seguir na direção errada e começar a subir, o Fed terá que considerar aumentos nas taxas de juros", avaliou o dirigente, ao defender que o nível neutro talvez seja entre 0,75 ponto porcentual abaixo da taxa básica de juros atual.

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