Leia a última edição
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Economia

publicidade
ECONOMIA

PF mira previdência do Amazonas e investiga aplicações irregulares de R$ 50 milhões no Master

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

A Polícia Federal deflagrou, nesta sexta-feira, 6, a Operação Sine Consensu, com o objetivo de apurar possíveis irregularidades na gestão de recursos do Regime Próprio de Previdência Social do Amazonas, no período de junho a setembro de 2024, que teria alocado R$ 50 milhões em letras financeiras do Banco Master - liquidado em novembro pelo Banco Central.

O Estadão pediu manifestação da Amazonprev, que gere o Regime Próprio de Previdência Social do Estado, sobre a operação. O espaço está aberto.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Agentes federais cumpriram sete mandados de busca e apreensão em Manaus e no Rio de Janeiro, além do afastamento de três servidores da Amazonprev. A ação conta com o apoio do Ministério da Previdência Social.

Além do Master, a Amazonprev direcionou recursos para Letras Financeiras emitidas pelos bancos Daycoval, BTG Pactual e C6 Consignado, com algumas operações realizadas no mercado secundário e outras executadas com a intermediação de corretoras, apontam investigadores.

Foram afastados:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

- André Luis Bentes de Souza - ex-diretor de Previdência. Segundo os investigadores, integrou a cadeia de decisões ao participar das deliberações do Comitê de Investimentos e atuar no credenciamento das instituições financeiras emissoras, especialmente do Banco Master.

- Claudinei Soares - ex-gestor de recursos e coordenador do Comitê de Investimentos. De acordo com a investigação, aparece como o principal responsável pela ordenação e execução das aplicações em Letras Financeiras do banco controlado por Daniel Vorcaro.

- Cláudio Marins de Melo - diretor de Administração e Finanças. Ele teria participado das operações ao autorizar e, posteriormente, ratificar as aplicações.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As investigações apontam que cerca de R$ 390 milhões teriam sido aplicados em Letras Financeiras de instituições privadas em desacordo com normas de governança e regras federais aplicáveis aos investimentos de recursos previdenciários. Também foram identificados indícios de irregularidades em procedimentos internos, bem como movimentações financeiras atípicas.

Estão sendo investigados os crimes de gestão temerária e corrupção.

Outras ofensivas

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A Operação Sine Consensu (sem consentimento, em latim) é a terceira ofensiva da Polícia Federal contra os regimes previdenciários que aplicaram valores milionários no Banco Master.

A primeira operação, batizada de Barco de Papel, atingiu o RioPrevidência, suspeito de aplicar R$ 970 milhões no Banco Master, instituição liquidada pelo Banco Central e suspeita de operar créditos podres, sem qualquer garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), o que poderia gerar prejuízos aos servidores.

A terceira fase da Barco de Papel foi deflagrada há um mês e contou com um investigado atirando uma mala com R$ 429 mil pela janela de um apartamento em Balneário Camboriú, no litoral de Santa Catarina.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A primeira diligência da PF na investigação atingiu o ex-diretor de investimentos do fundo, Euchério Rodrigues, e o ex-gerente de investimentos Pedro Pinheiro Guerra Leal, que haviam deixado seus cargos após as suspeitas envolvendo o caso Master.

Segundo o fundo, os papéis foram emitidos entre outubro de 2023 e agosto de 2024, com vencimentos previstos para 2033 e 2034. Atualmente, a autarquia está em negociação para substituir as letras por precatórios federais.

Em 6 de janeiro, foi a vez da Polícia Federal deflagrar a Operação Zona Cinzenta para apurar possíveis irregularidades na gestão de recursos do Regime Próprio de Previdência Social do Estado do Amapá.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O presidente da Amapá Previdência, Jocildo Lemos, renunciou ao cargo cinco dias depois de se tornar alvo de investigação por aportes de R$ 400 milhões no Banco Master.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline