Petróleo sobe levemente, mas cai 2% na semana com dólar fraco
provavelmente serão secundárias em relação ao objetivo principal de Donald Trump de manter os preços de energia baixos
Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline
Em sessão volátil, os contratos futuros de petróleo fecharam em leve alta nesta sexta-feira, 20, em meio a aceleração da queda do dólar no exterior, conforme investidores digerem relatos de estratégias de congressistas americanos para aprovar o orçamento dos EUA e evitar um "shutdown" no sábado.
Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para fevereiro fechou em alta de 0,11% (US$ 0,08), a US$ 69,46 o barril, enquanto o Brent para o mesmo mês, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), avançou 0,08% (US$ 0,06), a US$ 72,94 o barril.
LEIA MAIS:Como atuava grupo suspeito de furtar R$ 50 mi em prédios de luxo
Apesar da alta na sessão, os preços do petróleo tiveram perdas semanais de mais de 2%, já que as preocupações com as perspectivas da demanda global continuam a pesar sobre o sentimento. A postura cautelosa do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) em relação aos cortes de juros no próximo ano exacerbou as preocupações, em um momento em que o mercado já está tenso com as tendências de consumo lento na China, principal importador da commodity.
Uma pesquisa com analistas compilada pelo The Wall Street Journal mostrou que o petróleo Brent deve atingir uma média de US$ 71,57 por barril no próximo ano, enquanto o WTI deve ficar em US$ 67,44 por barril.
"O mercado se encontra em uma encruzilhada", diz Quasar Elizundia, estrategista de pesquisa da Pepperstone. "O fortalecimento do dólar, as incertezas quanto à demanda global e as contínuas restrições de oferta impostas pela Opep+ continuam a influenciar os investidores", acrescenta.
De acordo com o JPMorgan, quaisquer políticas dos EUA em 2025 que possam aumentar os preços do petróleo, como uma pressão sobre o Irã e a Venezuela ou esforços para limitar as exportações da Rússia, provavelmente serão secundárias em relação ao objetivo principal de Donald Trump de manter os preços de energia baixos. Para o banco, o verdadeiro desafio está no excesso de oferta.
*Com informações da Dow Jones Newswires
Últimas em Economia
Mais lidas no TNOnline
Últimas do TNOnline