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Petróleo fecha em alta de 4%, com navegação no Estreito de Ormuz em foco e dados da Opep e AIE

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O petróleo fechou em alta de 4% nesta quarta-feira, 11, em mais um pregão marcado pelo conflito no Oriente Médio. A tensão na região mantém o mercado em alerta, diante das preocupações com a segurança da navegação no Estreito de Ormuz. Investidores também repercutiram o relatório da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) sobre as perspectivas de demanda e o anúncio da Agência Internacional de Energia (AIE) de que pretende contribuir para estabilizar o mercado energético.

Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para abril fechou em alta de 4,55% (US$ 3,80), a US$ 87,25 o barril. Já o Brent para maio subiu 4,76% (US$ 4,18), a US$ 91,98 o barril, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE).

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O petróleo voltou a subir, após despencar mais de 10% na sessão anterior, com a continuidade da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã. Navios petroleiros foram atacados perto do Estreito de Ormuz nesta quarta-feira, com o governo em Teerã reivindicando a autoria de pelo menos um desses ataques. O presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a dizer nesta quarta que a guerra acabaria "em breve", mas fontes disseram à Axios que Washington e Tel-Aviv se preparam para mais duas semanas de ataques.

Para Benjamin Cohen, do Macquarie Group, a elevação do preço do barril ainda não se tornou um fator limitante para que os EUA recuem no conflito. "Os americanos devem manter o combate, e os preços do petróleo tendem a permanecer altos - ainda que voláteis - até que os confrontos terminem, possivelmente no fim do mês", projeta.

Em relatório, a Fitch alertou que um cenário de alta persistente do petróleo pode ser negativo para o crescimento econômico global.

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Mais cedo, a AIE informou que seus 32 países-membros concordaram em liberar 400 milhões de barris de petróleo de reservas emergenciais para o mercado. Já a Opep projetou aumento na oferta global de 600 mil barris por dia (bpd) em 2026, apesar das limitações no Oriente Médio. O cartel ainda reafirmou sua previsão para o crescimento da demanda global pela commodity este ano, em 1,4 milhão de bpd.

Já nos Estados Unidos, os estoques semanais de petróleo subiram acima das previsões, mas os derivados - como gasolina e destilados - tiveram queda intensa.

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