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Petróleo fecha dia em queda, mas salta mais de 13% no mês frente a tensões entre EUA e Irã

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Os contratos futuros de petróleo fecharam a sexta-feira, 30, em baixa, em um sessão marcada por forte volatilidade, com investidores ajustando posições após a recente valorização. O mercado permaneceu sensível às tensões no Oriente Médio, especialmente à possibilidade de uma ação militar dos Estados Unidos contra o Irã, o que ajudou a limitar perdas mais acentuadas, apesar de fatores macroeconômicos menos favoráveis.

O petróleo WTI para março negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex) fechou em queda 0,32% (US$ 0,21), a US$ 65,21 o barril. Já o Brent para o mesmo mês, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), recuou 0,39% (US$ 0,27), a US$ 69,32 o barril.

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Na semana, houve valorização de 6,78% e 5,22%, respectivamente. No mês, os preços saltaram 13,6% e 13,9%, nesta ordem.

Analistas do MUFG observam que movimentos de realização de lucros ganharam força ao longo da sessão, impondo pressão sobre os contratos. Segundo o banco, o fortalecimento do dólar e a migração pontual para ativos de menor risco contribuíram para o ajuste, embora o risco de um confronto mais direto no Oriente Médio siga oferecendo suporte aos preços no curto prazo, superando as preocupações com uma oferta global relativamente confortável.

Na mesma linha, o chefe de Análise Geopolítica da Rystad Energy, Jorge Leon, afirma que o mercado vem reprecificando rapidamente o risco geopolítico, diante da crescente percepção de que uma ação militar americana contra o Irã deixou de ser um cenário distante. Para o analista, o tom mais duro do presidente Donald Trump e o histórico recente do governo em cumprir ameaças militares mantêm os agentes em alerta, mesmo em sessões de correção.

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Já a Gelber & Associates avalia que o recuo reflete um ajuste técnico após o movimento recente de alta, com parte dos investidores reduzindo posições em meio à elevada volatilidade. A consultoria destaca que o volume permanece elevado, sugerindo redistribuição de posições, enquanto o mercado testa se consegue se estabilizar nos níveis atuais ou se haverá espaço para novas rodadas de realização de lucros.

Na sessão desta sexta, investidores também ponderaram a escolha do ex-diretor do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) Kevin Warsh para a presidência do BC americano. Visto como "mais seguro" entre os candidatos para substituir Jerome Powell, segundo a Capital Economics, a nomeação e números de inflação ao produtor dos EUA deram impulso adicional ao dólar, em detrimento de commodities.

*Com informações da Dow Jones Newswires

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