Leia a última edição
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Economia

publicidade
ECONOMIA

Para economistas, setor de serviços melhor que o esperado confirma PIB forte no 1º trimestre

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

A leitura predominante entre os economistas é que a alta do volume de serviços em janeiro acima do esperado reforça a resiliência do setor - com destaque para segmentos menos cíclicos, como informação e comunicação e "outros serviços". Alguns analistas avaliam que o resultado tem componente de recomposição após queda em dezembro, não muda o diagnóstico central de desaceleração gradual da economia sob juros elevados, mas que permite um resultado forte do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre de 2026.

Em janeiro, o volume de serviços subiu 0,3% ante dezembro, na série com ajuste sazonal, acima da mediana de 0,1% do Projeções Broadcast (intervalo de -1,2% a 1,0%). Na comparação com janeiro de 2025, houve alta de 3,3%, também acima da mediana de 2,7% (intervalo de 1,1% a 5,2%).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Os dados oficiais constam na Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada na manhã da sexta-feira, 13, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para André Valério, economista sênior do Inter, o dado de janeiro "foi concentrado em setores menos cíclicos da economia, como 'outros serviços' e 'serviços de informação e comunicação'". Ele aponta que a alta de informação e comunicação (+1,0%) foi sustentada por tecnologia da informação (+3,4%).

Valério ressalta que "os serviços de informação e comunicação têm sido o principal responsável pela robustez do setor de serviços, representando 44% do crescimento observado no acumulado dos últimos 12 meses".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Do lado mais sensível à demanda, ele chama atenção para a queda dos serviços prestados às famílias (-1,2%) e para serviços profissionais sem variação (0,0%), ponderando, porém, que janeiro costuma ser um mês mais negativo para as famílias.

Leonardo Costa, economista do ASA, também vê surpresa na margem, mas sem mudança de leitura de fundo: "o dado não altera o diagnóstico de desaceleração bastante gradual da economia, em um ambiente de juros elevados". Como exemplos do que sustentou o mês, ele destaca "outros serviços" (+3,7%), que reverteu boa parte do tombo de dezembro (-4,2%), além de informação e comunicação (+1,0%), que acumulou +3,6% nos últimos dois meses, puxado por TI.

Costa cita ainda transportes (+0,4%), recuperando parte das perdas de novembro e dezembro, e diz que isso "confirma uma projeção do PIB Produto Interno Bruto do primeiro trimestre de 2026 mais forte, em grande parte por fatores sazonais", sem alterar a visão de desaceleração ao longo do ano.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na mesma linha de cautela, o Bradesco avalia que a PMS de janeiro "não muda a projeção de crescimento em torno de 1% para o PIB do primeiro trimestre" e que, "apesar da surpresa para cima", o resultado do mês "representa uma devolução da queda de 0,4% observada em dezembro" - padrão que, segundo o banco, também apareceu na indústria e no varejo de janeiro.

Já Rafael Perez, economista da Suno Research, adota um tom mais otimista e afirma que os serviços devem manter "forte dinamismo em 2026", com liderança de informação e comunicação, serviços profissionais e administrativos e transportes, em um movimento associado a transformações estruturais.

Ele diz que a digitalização amplia a demanda por serviços empresariais e que transportes pode se beneficiar do agro e do aumento de renda, argumentando que "esses elementos são importantes para manter o ritmo de expansão da atividade ao longo do ano".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Perez acrescenta que medidas recentes do governo, como a isenção do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), podem favorecer serviços às famílias e conclui: "com um mercado de trabalho ainda robusto e crescimento da renda, a expectativa é de que o setor siga como um dos principais pilares da economia em 2026, com projeção de alta de 0,9% do PIB no primeiro trimestre e expansão de 1,8% no acumulado do ano".

O economista da XP Investimentos Rodolfo Margato afirma que, com o resultado, o levantamento (tracker) da casa aponta PIB de 1% no primeiro trimestre e calcula que o setor de serviços avançou 0,4% no trimestre móvel encerrado em janeiro.

Ele sustenta que "o setor de serviços permanecerá em trajetória de expansão em 2026, em meio à inflação corrente mais baixa, ao aumento da renda disponível e a um amplo conjunto de medidas de estímulo que devem sustentar a demanda doméstica no curto prazo".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Margato também afirma que "a renda real disponível às famílias deverá aumentar significativamente neste ano" e avalia que esses fatores "devem mais do que compensar o impacto de taxas de juros ainda restritivas".

*Conteúdo gerado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Economia

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline