Para 53,6%, conseguir emprego foi difícil ou muito difícil de dezembro a fevereiro, mostra FGV
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A maioria dos trabalhadores (53,6%) consultados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) considerou difícil ou muito difícil conseguir emprego no Brasil durante o trimestre encerrado em fevereiro, segundo dados da Sondagem do Mercado de Trabalho. O resultado mostra uma leve piora em relação ao trimestre terminado em janeiro, quando o porcentual foi de 53,3%.
Para 34,3% dos entrevistados pela instituição, o mercado de trabalho tende a piorar nos próximos meses, enquanto 33% acreditam em melhora.
O restante, 32,7%, prevê estabilidade. A percepção negativa é a maior desde outubro de 2025, segundo o levantamento.
"A continuidade do aquecimento do mercado de trabalho em 2026 agora mostra uma tendência maior de estabilidade. Mesmo sem ajuste sazonal, há um porcentual mais elevado de pessoas acreditando que o ritmo do mercado de trabalho tende a diminuir nessa primeira metade do ano", avaliou Rodolpho Tobler, economista do Instituto Brasileiro de Economia (FGV Ibre), em nota.
Tobler explica que, dado o cenário macroeconômico desafiador e a desaceleração da economia, é esperado que número de vagas abertas seja inferior ao que foi observado ao longo de 2025. "Caso a atividade econômica indique um ano mais aquecido, os dados de mercado de trabalho tendem a se ajustar para cima também."
A coleta de dados da Sondagem do Mercado de Trabalho referente ao trimestre encerrado em fevereiro ocorreu entre os dias 1º de dezembro e 29 de fevereiro.
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