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Ouro fecha em queda com dólar mais forte e continuidade do conflito no Oriente Médio

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O ouro fechou em queda nesta quinta-feira, 5, à medida que o dólar americano ganha força em meio às preocupações econômicas para os Estados Unidos com a guerra no Irã. Os investidores também aguardam os dados de emprego (payroll) na sexta-feira, 6, para avaliarem os rumos da economia.

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para abril encerrou em queda de 1,09%, a US$ 5.078,7 por onça-troy.

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Já a prata para maio teve queda de 1,20%, a US$ 82,18 por onça-troy.

O ouro chegou a abrir em alta, mas inverteu de rumo no final da manhã à medida que o dólar e os juros dos Treasuries nos EUA se fortaleceram no pregão.

Para analistas do Swissquote, é provável que a moeda norte-americana continue em alta demanda enquanto a incerteza no Oriente Médio persistir. "O fato de o ouro não ter atraído fluxos mais fortes de refúgio seguro sugere que os investidores não encontram muitos lugares óbvios para se proteger", explicam.

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As preocupações com o fornecimento de energia continuam a alimentar temores de inflação nos EUA, enquanto os investidores aguardam o payroll em busca de pistas mais claras sobre o rumo da política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano).

O presidente do Fed de Richmond, Tom Barkin, destacou nesta quinta que o impacto econômico da guerra no Irã pode influenciar os preços e consequentemente a taxa de juros.

O ouro é considerado uma proteção contra a inflação a longo prazo, mas também tende a valorizar quando as taxas de juros ficam mais baixas.

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O conflito no Oriente Médio entrou no seu sexto dia, com o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, declarando que Teerã não pediu um cessar-fogo aos EUA ou a Israel. A missão iraniana na ONU também classificou como "infundada e absurda" a alegação de que o país teria fechado o Estreito de Ormuz.

De acordo com o Axios, o presidente Donald Trump afirmou desejo de ser envolvido na escolha do próximo líder do Irã, assim como na Venezuela. Além disso, o governo americano informou ter iniciado contatos com líderes da minoria curda no Irã para fomentar uma revolta contra o regime, segundo o The Washington Post.

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