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Ouro fecha dia em alta com otimismo por acordo no Irã, mas recua no mês

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O contrato mais líquido do ouro fechou em alta nesta terça-feira, 31, seguindo um otimismo nos mercados com sinalizações norte-americanas e iranianas sobre o conflito. A possibilidade de um acordo mesmo sem a reabertura do Estreito de Ormuz pressionou o dólar e os rendimentos dos Treasuries, ambos movimentos que tendem a favorecer o ouro, que é cotado na moeda norte-americana e não rende juros. O movimento ocorre após desvalorização do ativo ao longo do mês de março.

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para abril encerrou em alta de 2,69%, a US$ 4.647,6 por onça-troy. No mês, caiu 12,5%.

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Já a prata para maio avançou 6,16%, a US$ 74,919 por onça-troy. No mês, recuou cerca de 16%.

"O ouro se recuperou em meio à queda dos rendimentos (dos títulos) soberanos após testar o suporte técnico na semana passada - a retração de Fibonacci de 38,2% da alta de 2023 a janeiro, que normalmente separa a continuação da tendência de alta de uma fase de consolidação de médio prazo", aponta Ipek Ozkardeskaya, analista sênior do Swissquote. Rendimentos mais baixos reduzem o custo de oportunidade de manter ouro, que não rende juros.

"A questão agora é se o ouro conseguirá recuperar seu status de porto seguro e seu apelo como proteção contra a inflação caso as perdas no mercado de ações se acelerem", aponta a analista. "Isso provavelmente dependerá de uma combinação de fatores, incluindo os preços do petróleo, o dólar e os rendimentos dos títulos. Por ora, a pressão vendedora parece estar diminuindo, mas o risco de novas quedas permanece", pondera. "Portanto, os mercados continuarão sendo impulsionados por notícias e pela dinâmica dos preços do petróleo e, até que haja um progresso significativo em direção à estabilidade, qualquer recuperação nas ações, títulos ou ouro provavelmente permanecerá frágil", pontua.

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Para o TD Securities, na medida em que o choque for precificado como "mais inflação do que estagnação", os metais monetários permanecerão desfavorecidos devido à ausência de crescimento excessivo da oferta monetária, um Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) em pausa e preocupações atenuadas em relação à independência do banco central americano.

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