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NY e temor fiscal e político no Brasil impedem alta do Ibovespa

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A cautela com relação ao cenário fiscal e ao quadro político no Brasil, além do recuo do petróleo e das bolsas de Nova York dificulta o Ibovespa de subir alinhado com o minério de ferro e a maioria das bolsas de Nova York. Lá fora, saíram dados represados nos Estados Unidos, como vendas no varejo e o índice de inflação ao produtor, o PPI, sugerindo atividade e inflação mais fracas. Isso tende a reforçar apostas de nova queda dos juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) em dezembro.

O sinal distinto das commodities também dificulta um norte do principal indicador da B3. O petróleo recua cerca de 2%. Já o minério de ferro fechou em alta de 0,51% em Dalian, na China.

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O declínio do petróleo ocorre diante de um possível acordo de paz Rússia-Ucrania. Desta forma, há expectativa de aumento na oferta da commodity. Os papéis da Petrobras se desvalorizam para perto de 1%. As ações do setor de metais também acentuavam quedas, enquanto Vale ainda seguia em alta (0,91%), bem como a maioria dos papéis de grandes bancos.

A despeito do viés de baixa, Pedro Moreira, sócio da One Investimentos, ressalta que o que tem favorecido o Índice Bovespa é o fluxo de capital estrangeiro, em meio à proximidade do ciclo de queda da taxa Selic. Além disso, os temores relacionados a empresas de Inteligência Artificial têm afugentado investimentos dos EUA para mercados emergentes como o Brasil.

Além do exterior, há parcimônia interna em meio a renovadas preocupações fiscais, diante da expectativa de apreciação da autodenominada pauta-bomba hoje no Senado. Ainda ficam no foco dos mercados o presidente do BC, Gabriel Galípolo, que participa de audiência na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.

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Mais cedo, o diretor de Política Monetária da instituição, Nilton David, em palestra em evento em São Paulo, reforçou a defesa pela busca da convergência da inflação para a meta. O dirigente reafirmou o compromisso da autarquia em levar a inflação à meta e que acabou o ciclo de alta da Selic. Segundo ele, a questão agora é entender quando será o processo de corte de juros.

No campo fiscal, o Projeto de Lei Complementar (PLP) que regulamenta a aposentadoria especial para os agentes comunitários de saúde e agentes de combate a endemias tem efeito estimado de mais de R$ 20 bilhões em 10 anos. Ontem, o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, disse que o PLP teria um impacto "muito grande" para as contas públicas.

Apesar de tentar barrar a evolução do PLP, a equipe econômica considera provável que o texto avance no Senado. O texto entrou na pauta após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter anunciado o advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal (STF). O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), defendia o nome do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

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Como ressalta Silvio Campos Neto, economista sênior da Tendências Consultoria, a medida traria impacto negativo relevante nas contas públicas e pode ser judicializada em caso de avanço. "Esse elemento relembra a delicada situação fiscal do País, o que esfria parte do otimismo recente com os ativos locais", pontua em nota o sócio da consultoria.

Além disso, investidores digerem o resultado do setor externo relativo a outubro. No mês, houve déficit de US$ 5,121 bilhões na conta corrente, após saldo negativo de US$ 9,821 bilhões em setembro, conforme dados do BC. Trata-se do menor déficit para meses de outubro desde 2022. O resultado ficou maior do que a mediana encontrada na pesquisa Projeções Broadcast, de US$ 4,550 bilhões. Já a entrada líquida de Investimentos Diretos no País (IDP) somou US$ 10,937 bilhões em outubro, ficando acima do teto das expectativas, de US$ 8,0 bilhões.

Ainda o mercado avalia uma nova pesquisa eleitoral mostrando vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na corrida presidencial de 2026, o que desagrada ao mercado, que tem avaliação desfavorável em relação ao petista. "Afeta um pouco. Agora, está dentro do que deveria ser", pontua o estrategista-chefe do Grupo Laatus, Jefferson Laatus, ao referir-se à alta mais cedo do Ibovespa, de 0,71%, na máxima a 156.373,21 pontos. "Não faz sentido subir com o Congresso em guerra com o Executivo", completa.

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Às 11h47, o principal indicar da B3 caía 0,15%, a 155.037,73 pontos, ante recuo de 0,28%, na mínima em 154.835,02 pontos. Além disso, em Nova York, a maioria das bolsas caía.

Ontem, o Ibovespa fechou em alta de 0,33%, aos 155.277,56 pontos.

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